Aos jovens espíritas

[…] aplaudimos a instituição disciplinada das juventudes e mocidades espíritas, pois sinceramente entendemos que ela é um bem e muito auxiliará os moços a se firmarem para os gloriosos destinos espirituais, que muitos certamente alcançarão em breve etapa. Todavia, é bom raciocinar que essa instituição existiu desde os primeiros dias do Cristianismo e do Espiritismo, senão com a feição hoje apreciada em nossa Doutrina, pelo menos significativamente estabelecida pela própria legislação celeste.

João Evangelista contaria com 20 anos, na ocasião do Calvário…

João Marcos, outro evangelista, era um rapazote ao tempo de Jesus…

Estêvão, o primeiro martir do Cristianismo, era pouca mais que um adolescente, era pouco mais que um adolescente ao ser lapidado…

Jovem também era o grande Paulo de Tarso, ao se dedicar à causa de Jesus para todo o sempre…

Francisco de Assis, chamado “O Cristo da Idade Média”, contava com 20 anos de idade quando vozes espirituais o advertiram, lembrando-lhe os compromissos firmados com o Senhor, ao reencarnar…

Jovem de 18 primaveras foi Joana d’Arc, fugura inconfundível do iníco da Renascença…

A história do Espiritismo não é menos significativa, com a impressionante falange de juventude e mocidade convocada para os misteres da Revelação celeste: jovens de 14 e 15 anos foram as irmãs Fox, médiuns de Hydesville; Japhet, Aline e Boudin, jovens que serviram de instrumento mediúnico a Allan Kardec;

Entre inumeros jovens outros que poderíamos citar temos Leopoldo Cirne, que aos 21 anos, foi eleito vice-presidente e, aos 31, presidente da Federação Espírita Brasileira.

Que Deus vos abençoe, pois, jovems espíritas! Tende a mão no arado para lavrar os multiplos campos da Seara Espírita. O futuro vos espera, fremente de esperanças!

(trecho do livro do mês)