HOMEM E ONDAS

Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações.

Assim é que entre as ondas da corrente alter­nada para objetivos industriais, as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que de­finem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natu­reza, mas sim de frequência, considerado o modo em que se exprimem.

E o homem, colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser.

Temo-lo, dessa maneira, por viajante do Cos­mo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, con­dicionado, nas suas percepções, à escala do pro­gresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de ex­periência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução, e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino. Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cére­bro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando, os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.

(Trecho do cap. 1 do livro do mês)

LIVRO DE JUNHO

Mecanismos da mediunidade

André Luiz – psic. F.C.Xavier e Waldo Vieira

 

Publicado em 1959, este livro de André Luiz, junto com o livro “Evolução em dois mundos”, que já havia sido publicado um ano antes, apresenta os conceitos da filosofia espírita com os recursos da ciência desenvolvida até então.

Neste livro, particularmente, a teoria já bem desenvolvida sobre o eletromagnetismo oferece elementos claros para explicar a força do pensamento.

É assim que o autor se utiliza dos conceitos de ondas, microfísica, campo eletromagnético, circuitos elétrico e energia, para nos trazer noções sobre percepções, matéria mental, corrente mental, circuito mediúnico, cargas mentais, ideoplastia, psicometria, oração e muito mais.

Se, é certo, que requer uma base de conhecimentos sobre ciências físicas, por outro lado nos amplia, de forma racional, o entendimento dos fenômenos mediúnicos, mostrando-nos que esta força da natureza está muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Além disso abre-nos as portas para a compreensão dessa potencialidade humana do futuro.

 

LIVRO DE MAIO

Abaixo a depressão

Richard Simonetti

 

Quaisquer que sejam suas origens, geralmente a depressão instala-se a partir de nossas disposições íntimas e da maneira como enfrentamos os desafios da existência.

Nesse particular, a experiência tem ensinado que o bom humor e a reflexão, o rir aliado ao refletir, fortalecem o ânimo e iluminam caminhos, permitindo-nos evitar ou deixar seus escuros abismos, marcados pelo desencanto de viver.

Não há depressão que resista ou se instale num coração risonho, plugado em cérebro disposto a justificar sua existência com o exercício da razão.

Essa é a proposta deste livro, conforme o estilo consagrado do autor, oferecendo páginas bem humoradas como introdução a reflexões sobre a existência humana que nos permitem espantar tensões e angústias que alimentam a depressão.

Toc-toc-toc

Sabemos que a evocação do passado e o registro do presente dependem das conexões entre os neurônios, as chamadas sinapses. Há uma perda de ambos com o passar do tempo. O cérebro também envelhece. Mas, e o Espírito? Não reside no ser pensante, imortal, a sede da memória? Não está o Espírito isento de degeneração celular?

Obviamente, sim! Ocorre que, enquanto encarnados, dependemos do corpo para as inserções mneumônicas na dimensão física, tanto quanto o pianista depende do piano ou o orador depende das cordas vocais. Uma das razões pelas quais não temos consciência das vidas anteriores é a ausência de registros relacionados com elas em nosso cérebro. Pelo mesmo motivo, temos dificuldades para lembrar as experiências extracorpóreas, durante as horas de sono, na emancipação da alma, como define Allan Kardec.

[…] Sabe-se hoje que é possível prolongar o viço, cultivando existência saudável – ginástica, alimentação adequada, disciplina de trabalho e repouso, ausência de vícios…

[…] A experiência demonstra: as pessoas que cultivam o hábito de ler chegam mais longe com lucidez, preservam a memória, não obstante o avançar dos anos.

[…] Um velhinho de oitenta anos propôs-se a tocar piano. O professor alertou:

– Estudo longo e cansativo. Pela ordem natural, o senhor não usufruirá desse aprendizado.

E ele, animado:

– De forma alguma! Se não der para tocar aqui, serei pianista no Além!

Certíssimo! É assim que crescemos espiritualmente e mantemos “azeitadas” as engrenagens da mente, para que nunca nos falte esse elan que valoriza e torna feliz a existência, promovendo nossa evolução.

(Trecho do livro do mês)

LIVRO DE ABRIL

Espiritismo e Política

Aylton Paiva

 

Na obra Espiritismo e política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade o autor procura demonstrar que, “sob o aspecto filosófico, o Espiritismo tem muito a ver com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa”.

É um livro para ser estudado comparando-se com cada capítulo de O Livro dos Espíritos a que se refere, o que pode ser feito individualmente ou em grupos de pessoas interessadas.

Se o Espiritismo demonstra a necessidade do aprimoramento individual, por meio da autoedu-cação, também nos convoca a uma vivência social digna tendo em vista nossa contribuição com o aperfeiçoamento da sociedade em que estamos inseridos.

Existe, pois, uma inequívoca contribuição política que o Espiritismo oferece à sociedade, a fim de que se estruture, se organize e trabalhe alicerçada na verdade, na justiça e no amor.