A SOPA

Acha que servir sopa a quem tem
fome é desnecessário?
Acredita que oferecer um prato de
sopa quente é assistencialismo barato?
Pensa que a sopa fraterna é um
recurso dispensável?
Tem certeza de que nos basta apenas
a caridade moral?
Então, meu irmão, por que Jesus
multiplicou pães e peixes para saciar a
fome da multidão?
É imprescindível o Evangelho, que
sacia a fome do espírito; entretanto é
indispensável o pão, que alimenta o
corpo.
Caso duvide, experimente:
falar de Jesus a quem esteja há
dois dias sem se alimentar…
Pregar a imortalidade ao mendigo
que esteja prestes a desfalecer de fome…
Falar de amor à mãe que não tem
um copo de leite para oferecer ao filho.
Respeitemos os que pensam diferente.
Quanto a nós, continuemos a servir
a sopa a quem tenha fome e, caso ela se
torne um mecanismo de “atração” para
Jesus, melhor ainda.
O calor humano é essencial, mas a
sopa quente também aquece.
Do livro Jesus no teu dia-a-dia Agnaldo Paviani pelo Espírito José de Moraes.

MARÇO – BULLYING

 

O que é bullying? Do inglês bully, que quer dizer valentão,
brigão. Bullying caracteriza-se por agressões intencionais, verbais
ou físicas, ameaças, tirania, opressão, intimidação, humilhação e
maltrato. Pode ocorrer entre pessoas ou grupos, apresentando-se
de maneira repetitiva e onde há desequilíbrio de poder entre as
partes envolvidas, assédio moral manifesto, como sobrepujança
do mais forte sobre o mais fraco. “Eu, porém, vos digo que
qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será
réu de juízo.” (Mt, 5:2) A prática do bullying é uma demonstração
de falta de desenvolvimento de senso moral? Em O Livro dos
Espíritos, questão 754, os espíritos nos esclarecem com a
resposta “Dize que o senso moral não está desenvolvido, mas
não que ele está ausente, ele existe, em princípio, em todos os
homens”. Diante da resposta dada pelos Espíritos, podemos
entender que existem circunstâncias que estão ligadas ao
desenvolvimento do senso moral de todos os envolvidos e que
favorecem que o fenômeno bullying ocorra. Desconhecimento da
vida espiritual, materialismo, pouca ou nenhuma base religiosa,
bem como ausência de ética que norteia as ações destes, podem
ser fatores determinantes de atraso do senso moral, muito
embora saibamos que ele está latente em cada um. Assim, é
evidente o atraso do senso moral naqueles envolvidos no bullying.
É necessário observar que nada ocorre sem uma razão de ser, ou
seja, a todos nós é dada a chance de aprender e evoluir. Deus é
justo e bom e a todos oferece oportunidades de crescimento. (…)
Como lidar com o bullying virtual? Cyberbullying ou “violência
virtual” ocorre na internet e no celular, onde mensagens com
imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e
tornam o bullying mais perverso. Os agressores escondem-se
através de um perfil diferente ou agindo anonimamente,
acreditam que suas ações não serão descobertas. A vítima fica
sem saber de quem ou de onde vem a agressão, passando a viver
amedrontada e, na maioria dos casos, adoece. É preciso ter o
mesmo diálogo do bullying – aberto e esclarecedor –
conscientizando de que existem leis que estão vigorando, que resguardam as vítimas e responsabilizam os agressores. Não há como
sair ileso do ponto de vista legal, nem do afetivo e muito menos do espiritual, pois que marcas ficarão sob a forma de consequências para a existência e também na alma, até que o amor seja o único caminho. É preciso limitar a divulgação de dados pessoais nos sites de relacionamento,
diminuir o tempo em que se fica conectado e ser criterioso com os conteúdos acessados.
Tornar-se crítico e preservar sua privacidade.
A sintonia que se estabelece é adoecedora,
ainda que o que ocorra não esteja revelado,
aberto. Mas é evidência de crueldade e
satisfação com o sofrimento alheio.
Igualmente às outras questões da vida,
estaremos em desequilíbrio com as leis
divinas. Precisaremos reencarnar para
aprender até que o equilíbrio se reinstale. No
cyberbullying não é diferente, encarnação
após encarnação até que a sintonia seja a do
perdão e do amor.

Texto de Rosaura Maria D´Angelo

FEVEREIRO – CARNAVAL

O melhor do Carnaval – Cidadão do Universo (vídeo da FEBtv)

Mais uma vez chegando o carnaval, essa época do ano que costuma mexer com os ânimos da galera. Agitar as coisas, mudar a rotina e tudo mais, com respeito, claro, sempre. Você pode estar pensando em pular o carnaval em uma festa qualquer, sair sem ter hora para voltar, nessas coisas, você é livre para isso. Eu só sugiro que você reflita sobre as suas companhias, em um ambiente espiritual no qual você está se envolvendo. Se você está na dúvida, dá uma olhadinha na obra “Nas Fronteiras da Loucura”, de Manoel Philomeno de Miranda, pela mediunidade de Divaldo Franco, que trata dos bastidores espirituais de um carnaval. Então, se você tem dúvida, vamos sanar essa dúvida estudando. Mas se você, assim como eu, está procurando alguma forma mais criativa de aproveitar essa data, se liga nas dicas:
Opção 1: reúna sua família, a galera que você gosta, e faça o seu retiro. Dê uma viajada, sabe? Use esse tempo para ficar junto, colocar o assunto em dia.
Opção 2: descanse, dê uma mudada na sua rotina de correria do dia a dia. Aproveite o feriado, durma no horário, acorde bem naturalmente, sem despertador. O repouso também é uma lei da vida.
Opção 3: coloque a leitura em dia. Você pode escolher entre Allan Kardec, Harry Potter, Manoel Philomeno de Miranda, ou até os quadrinhos da Marvel.
Opção 4: participe de um evento espírita. São muitas as opções em todo o país, como a Comemoração das Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro (Comeerj). Talvez essa opção seja a mais completa. No evento espírita tem família, tem galera, tem leitura, tem descanso e tudo mais.
O importante é aproveitar de forma saudável e verdadeiramente produtiva. Ser um cidadão do universo, aproveitar todas as oportunidades ao nosso redor, incluindo os feriados, para construir a nossa felicidade.
Texto adaptado do vídeo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=BYKG-lP5LR4

CAPÍTULO: MEDIUNIDADE

Livro: O Jovem Espírita Quer Saber

15. Quais devem ser as providências adotadas pelos jovens ao se
depararem com afloramento de sua mediunidade, ampliando
ainda mais os conflitos por ele já vivenciados nessa fase da idade?

Tendo consciência do que está passando consigo, caberá ao jovem
buscar o necessário auxilio e orientação numa instituição responsável,
respeitável, de modo a educar essa janela psíquica que se lhe esteja
abrindo. A boa vontade do jovem e a sua disposição de se ajustar às
orientações equilibrantes do Espiritismo são de vital importância para
que siga harmonizado e útil ao bem vida afora. (José Raul Teixeira)

16. O que deve mudar na vida do jovem que é convidado a exercer a
mediunidade, em especial a desobsessão na Casa Espírita?

A fim de que o médium – jovem ou não – realize de maneira feliz o
seu trabalho no Centro Espírita, a necessidade de algumas renúncias,
longe das quais muitas dificuldades se lhe depararão,
podendo chegar a níveis de tormentosas perturbações.
Todos os episódios que interferem negativamente na harmonia
da sua mente devem ser bem observados e evitados.
O alcoolismo, o tabagismo ou qualquer outra droga atuarão
prejudicialmente em seu trabalho, trabalho, que perderá qualidade, o
mesmo podendo acontecer que se faça da pornografia, pelas
vinculações mentais de baixo nível que acarreta, ou com a
prática de orgias sexuais e de leituras de conteúdo
perturbador, ou mesmo o hábito da glutonaria, da
língua ferina, etc.. Não é sem motivo que os benfeitores
do além propõem aos médiuns espíritas a busca permanente
da disciplina em tudo o quanto façam. O papel da mediunidade
na visão espírita também é o de propiciar a educação moral
do médium, o que levou Allan Kardec a dedicar todo o
capítulo XX de O Livro dos Médiuns a tratar da influência
moral do médium. Nos labores da desobsessão, o médium mais
riscos correrá tanto mais seja desatento para com a sua
conduta moral, porque se afastará da aura protetora
dos generosos mentores, passando a assimilar as
influências devastadoras dos desencarnados infelizes.