{"id":1680,"date":"2020-07-03T00:44:25","date_gmt":"2020-07-03T00:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/geal.org.br\/juventude\/?p=1680"},"modified":"2020-07-03T00:49:24","modified_gmt":"2020-07-03T00:49:24","slug":"livro-de-julho-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/?p=1680","title":{"rendered":"LIVRO DE JULHO &#8211; 2020"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Contos e Ap\u00f3logos<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Irm\u00e3o X \u2013 psic. F.C.Xavier<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>NO CAMINHO DO AMOR<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em Jerusal\u00e9m, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e l\u00facidos, de cabelos delicados e melanc\u00f3licos sorriso, e fixou-o estranhamente. Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da t\u00fanica muito alva; colocou no olhar indiz\u00edvel express\u00e3o de do\u00e7ura e, deixando perceber, nos meneios do corpo fr\u00e1gil, a vis\u00edvel paix\u00e3o que a possu\u00edra de s\u00fabito, abeirou-se do desconhecido e falou, ciciante: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Jovem, as flores de S\u00e9foris encheram-me a \u00e2nfora do cora\u00e7\u00e3o com deliciosos perfumes. Tenho felicidade ao teu dispor, em minha loja de ess\u00eancias finas&#8230; <\/strong><\/p>\n<p><strong>Indicou extensa vila, cercada de rosas, \u00e0 sombra de arvoredo acolhedor, e ajuntou: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-In\u00fameros peregrinos cansados me buscam a procura do repouso que reconforta. Em minha primavera juvenil, encontram o prazer que representa a coroa da vida. \u00c9 que o l\u00edrio do vale n\u00e3o tem a car\u00edcia dos meus bra\u00e7os e a rom\u00e3 saborosa n\u00e3o possui o mel de meus l\u00e1bios. Vem e v\u00ea! Dar-te-ei leito macio, tapetes dourados e vinho capitoso &#8230; Acariciar-te-eI a fronte abatida e curar-te-ei o cansa\u00e7o da viagem longa! Descansar\u00e1s teus p\u00e9s em \u00e1gua de nardo e ouvir\u00e1s, feliz, as harpas e os ala\u00fades de meu jardim. Tenho a meu servi\u00e7o m\u00fasicos e dan\u00e7arinas, exercitados em pal\u00e1cios ilustres!&#8230; <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ante a incompreens\u00edvel mudez do viajor, tornou, s\u00faplice, depois de leve pausa: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Jovem, porque n\u00e3o respondes? Descobri em teus olhos diferente chama e assim procedo por amar-te. Tenho sede de afei\u00e7\u00e3o que me complete a vida. Atende! Atende!&#8230; <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ele parecia n\u00e3o perceber a vibra\u00e7\u00e3o febril com que semelhantes palavras eram pronunciadas e, notando-lhe a express\u00e3o fision\u00f4mica indefin\u00edvel, a vendedora de ess\u00eancias acrescentou uma tanto agastada: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-N\u00e3o vir\u00e1s? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Constrangido por aquele olhar esfogueado, o forasteiro apenas murmurou: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Agora, n\u00e3o. Depois, no entanto, quem sabe?!&#8230; <\/strong><\/p>\n<p><strong>A mulher, ajaezada de enfeites, sentindo-se desprezada, prorrompeu em sarcasmos e partiu. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Transcorridos dois anos, quando Jesus levantava paral\u00edtico, ao p\u00e9 do Tanque de Betesda, vener\u00e1vel anci\u00e3 pediu-lhe socorro para infeliz criatura, atenazada de sofrimento. O Mestre seguiu-a, sem hesitar. Num pardieiro denegrido, um corpo chagado exalava gemido angustioso. A disputada mercadora de aromas ali se encontrava carcomida de \u00falceras, de pele enegrecida e rosto disforme. Feridas sanguinolentas pontilhavam-lhe a carne, agora semelhante ao esterco da terra. Exce\u00e7\u00e3o dos olhos profundos e indagadores, nada mais lhe restava da feminilidade antiga. Era uma sombra leprosa, de que ningu\u00e9m ousava aproximar. Fitou o Mestre e reconheceu-o. Era o mesmo mancebo nazareno, de porte sublime e atraente express\u00e3o. O Cristo estendeu-lhe os bra\u00e7os, tocados de intraduz\u00edvel ternura e convidou: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Vem a mim, tu que sofres! Na Casa de Meu Pai, nunca se extingue a esperan\u00e7a. <\/strong><\/p>\n<p><strong>A interpelada quis recuar, conturbada de assombro, mas n\u00e3o conseguiu mover os pr\u00f3prios dedos, vencida de dor. O Mestre, por\u00e9m, transbordando compaix\u00e3o, prosternou-se fraternal, e conchegou-a, de manso&#8230; A infeliz reuniu todas as for\u00e7as que lhe sobravam e perguntou, em voz reticenciosa e dorida:<\/strong><\/p>\n<p><strong>-Tu?&#8230; O Messias nazareno?&#8230; O Profeta que cura, reanima e alivia?!&#8230; Que viste fazer, junto de mulher t\u00e3o miser\u00e1vel quanto eu? <\/strong><\/p>\n<p><strong>Ele, contudo, sorriu benevolente, retrucando apenas: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Agora, venho satisfazer-te os apelos. <\/strong><\/p>\n<p><strong>E, recordando-lhe a palavra do primeiro encontro, acentuou, compassivo: <\/strong><\/p>\n<p><strong>-Descubro em teus olhos diferentes chama e assim procedo por amar-te.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(cap. 18 do livro do m\u00eas)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contos e Ap\u00f3logos Irm\u00e3o X \u2013 psic. F.C.Xavier NO CAMINHO DO AMOR Em Jerusal\u00e9m, nos arredores do Templo, adornada mulher encontrou um nazareno, de olhos fascinantes e l\u00facidos, de cabelos delicados e melanc\u00f3licos sorriso, e fixou-o estranhamente. Arrebatada na onda de simpatia a irradiar-se dele, corrigiu as dobras da t\u00fanica muito alva; colocou no olhar &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/?p=1680\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;LIVRO DE JULHO &#8211; 2020&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1680"}],"collection":[{"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1680"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1680\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1683,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1680\/revisions\/1683"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1680"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1680"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/geal.org.br\/juventude\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1680"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}