Perante a Arte

Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.

A arte deve ser o Belo criando o Bom.

*

Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.

O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

*

Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.

Melhoria buscada, perfeição entrevista.

*

Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.

A arte enobrecida estende o poder do amor.

*

Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembléias a que se destinem.

A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.

“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” — Paulo. (Filipenses, capítulo 4, versículo 7.)

(Cap. 44 do livro do mês)

LIVRO DO FEVEREIRO – 2020

Conduta Espírita

André Luiz – psic. F.C.Xavier

Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita.

Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome de conduta.

Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto  de lembretes para uso pessoal, no caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.

Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”

Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.

Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.

De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção.

(prefácio de Emmanuel)

A presença de Deus

Era um homem muito bom, cumpridor de seus deveres, de princípios retos, mas que simplesmente não encontrava espaço em suas cogitações íntimas para a existência de Deus. Certa feita, fechava a farmácia quando entrou uma menina.

– Sinto muito, minha filha. Estou de saída…

– Por favor, senhor farmacêutico, é muito importante. Trago uma receita para minha mãe. Está gravemente enferma. Deve tomar o remédio imediatamente. Corre risco de vida!

Nos recuados tempos de nossa história, os medicamentos eram preparados na própria farmácia. O farmacêutico atuava como químico a misturar substâncias. Serviço demorado. Daí sua relutância. Tinha compromisso. Mas, vendo a menina tão aflita, decidiu atendê-la. Apanhou a receita, foi ao laboratório e rapidamente preparou o remédio com a mistura recomendada.

A menina pagou, agradeceu e partiu, apressada.

O bom homem voltou ao laboratório para guardar o material usado. Estarrecido, verificou que na pressa havia trocado vidros, usando uma substância extremamente tóxica que, se ingerida pela mulher, provocaria sua morte. Apavorado, correu à entrada da farmácia, olhou a rua em todas as direções, foi até a esquina… Não mais viu a menina. E agora? Não conhecia a paciente. Não reparara no nome do médico. Não havia a mínima chance de desfazer o engano. Atormentado, sentindo-se na iminência de converter-se num criminoso, matando a pobre mãe com seu descuido, caiu de joelhos e, erguendo o olhar, falou, suplicante:

– Deus! Se você existe, ajude-me! Não quero transformar-me num assassino!

E chorava copiosamente, repetindo:

– Ajude-me! Ajude-me! Por miserocórdia, Senhor!

Alguém tocou de leve em seus ombros. Voltou assustado. Então, num misto de espanto e alívio, viu que era a manina.

-Ah! Meu senhor, uma coisa terrível aconteceu. Tão afobada eu estava a correr, na ânsia de levar o remédio para a minha mãe, que caí, não sei como. O vidro escapou-me das mãos e se espatifou. Não tenho dinheiro para outra receita. Por favor, atenda-me, em nome de Deus!

O farmacêutico suspirou emocionado:

– Sim, sim, minha filha! Fique tranquila! Eu lhe darei o remédio, em nome de Deus!

Preparou nova receita, agora com muito cuidado, sem pressa. Entregou o medicamento à menina e recomendou prudência.

Depois fechou a farmácia e, ajoelhando-se novamente, murmurou em meio a lágrimas ardentes:

– Obrigado, meu Deus!

(Trecho do livro do mês)

LIVRO DE JANEIRO – 2020

Presença de Deus

Richard Simonetti

 

Richard Simonetti, além de palestrante e grande trabalhador espírita, escreveu diversos livros, cuja renda sempre foi revertida para instiuições de caridade.

Com toques de leveza e sabedoria, mesclados com um pouco de comédia, escreveu seus contos e comentários com bastante riqueza moral cristã, todos baseados nos conteúdos doutrinários espíritas.

Este livro, é um deles, em que nos traz a idéia de Deus através de uma leitura fácil e agradável, que atende bem aos gostos infantil, juvenil e dos adultos mais e menos idosos.

LIVRO DE DEZEMBRO – 2019

Trigo de Deus

Pelo Espírito Amélia Rodrigues

Psic. de Divaldo P. Franco

 

“Notável poetisa, quando encarnada,  Amélia Rodrigues nos apresenta Jesus com um colorido agradável em uma narrativa contemporânea.

“Trigo de Deus” é um dentre outros mais de dez livros que nos faz conhecer a história de Jesus de perto percebendo a grandiosidade de suas ações junto ao povo que O buscava.

Seguem as palavras da autora:

“Examinamos e revimos alguns episódios da vida de Jesus naqueles memoráveis dias e os reunimos neste modesto livro, para estimular aqueles que O amam, chamar a atenção de quem não se interessa por Êle, ensejar reflexões cuidadosas nas almas que cultivam as Suas lições…

São também recordações de que nos encontramos impregnada e que repassamos aos puros de coração, aos pobres de espírito, aos simples e desataviados, objetivando comer com eles o pão feito com o trigo de Deus.”