Vereda Familiar

Sem qualquer presunção de determinar comportamentos no seio da família, aproveitamo-nos desses tempos excitantes e paradoxais, atordoantes mesmo, para chamar às meditações urgentes cada elemento do clã terrestre.

Tendo a necessária consciência do quanto é difícil cada um ater-se aos deveres estabelecidos no Além, sabemos, por outro lado, que, para quem faz esforços no bem diário, buscando a superação de si mesmo, dos seus próprios limites, as situações não se tornarão demasiado difíceis.

Reconhecendo na família o ninho das construções mais íntimas do grupo reencarnado, atrevemo-nos a convidar vários elementos que se imaginavam sem nenhum dever para com ela, ou aqueles que poucas vezes se detiveram a pensar, maduramente, sobre o conjunto familiar, para que, juntos, o fizéssemos.

Não nos alimentou qualquer intenção dogmática, definitiva. Nenhum absolutismo nos moveu. Somente o anseio de evocar alguns pontos da vivência e da convivência domésticas do grupo que, por motivos multiplicados, agora se encontra nas veredas familiares para os acertos e para o crescimento de todos, que não mais deve demorar.

(Thereza de Brito – trecho do início do livro do mês)

LIVRO DE MAIO – 2019

O que é o Espiritismo

Allan Kardec

Além de conter uma biografia de Kardec, por Henri Sausse, a lógica e o bom senso do Codificador aí se evidenciam, desconcertando os negativistas e clareando as indagações dos que acreditam e aspiram à vida superior.

Divide-se em 3 capítulos:

O primeiro, sob a forma de diálogos com um crítico, um céptico e um padre traz respostas àqueles que desconhecem os princípios básicos da Doutrina, bem como apropriadas refutações aos seus contraditores.

O segundo capítulo, expõe partes da ciência prática e experimental, caracterizando-se como um resumo de O Livro dos Médiuns.

No terceiro capítulo, é publicado o resumo de O Livro dos Espíritos, com a solução, apontada pela Doutrina Espírita, de problemas de ordem psicológica, moral e filosófica.

Primeiro diálogo – O Crítico

V – Entretanto, se conseguísseis convencer-me, conhecido que sou como antagonista das vossas idéias, isto seria um milagre eminentemente favorável à causa que defendeis.

 

A.K. – Lamento-o, caro senhor, porém não tenho o dom de fazer milagres. Julgais que uma ou duas sessões bastariam para adquirirdes convicção?

Seria, realmente, um verdadeiro prodígio; eu precisei mais de um ano de trabalho para ficar convencido; o que prova que não cheguei a este estado inconsideradamente.

Além disso, não realizo sessões públicas e parece-me que vos enganastes sobre o fim das nossas reuniões, visto não fazermos experiências com o fito de satisfazer à curiosidade de ninguém.

(trecho do livro O que é o Espiritismo)

LIVRO DE ABRIL – 2019

O Livro dos Espíritos

Allan Kardec

 

Primeiro livro publicado por Kardec, o Livro dos Espíritos definiu um marco decisivo em nossa evolução. Suas perguntas, rica e inteligentemente elaboradas pelo codificador, iniciou uma nova era de comunicações com os Espíritos Superiores.

Apresentado por Kardec em sua página inicial como Filosofia Espiritualista, ele transcendeu à filosofia comum apresentando um conteúdo cientifico revelador, sobre cujas bases se estruturaria, poucos anos após, o caráter divino das explicações para as máximas morais de Jesus.

Após uma rica introdução abordando alguns tópicos principais, Kardec dividiu o conjunto das perguntas e respostas em quatro partes para as quais gerou um novo livro que formaria a base da Doutrina Espírita.

Da 1ª parte (questões sobre a criação e o Criador) publicou o livro A Gênese. Da 2ª parte (questões sobre o mundo espiritual e sua relação com a vida física) publicou O Livro dos Médiuns. Da 3ª parte (questões sobre as leis morais) publicou O Evangelho Segundo o Espiritismo. E da 4ª parte (questões sobre as esperanças e consolações) publicou O Céu e o Inferno.

Nestes 160 anos que se completam de sua publicação, desejamos agradecer ao emérito codificador por sua grande e nobre tarefa.

PROLEGÔMENOS

Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente. A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos. As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.

Os espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

(trecho de Prolegômenos em O Livros dos Espíritos)