UM LIVRO DIFERENTE

“E perguntou-lhe Jesus, dizendo: “Qual é o teu nome?” E ele disse: “Legião”, porque tinham entrado nele muitos demônios.” — LUCAS, 30,8.

      Atendendo ao trabalho da desobsessão nos arredo­res de Gádara, vemos Jesus a conversar fraternalmente com o obsesso que lhe era apresentado, ao mesmo tem­po que se fazia ouvido pelos desencarnados infelizes.

       Importante verificar que ante a interrogativa do Mestre, a perguntar-lhe o nome, o médium, consciente da pressão que sofria por parte das Inteligências contur­badas e errantes, informa chamar-se “Legião”, e o evan­gelista acrescenta que o obsidiado assim procedia “por­que tinham entrado nele muitos demónios”.

        Sabemos hoje com Allan Kardec, conforme pala­vras textuais do Codificador da Doutrina Espírita, no item 6 do capítulo 12º, “Amai os vossos inimigos”, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que “esses demô­nios mais não são do que as almas dos homens perver­sos, que ainda se não despojaram dos instintos mate­riais”.

No episódio, observamos o Cristo entendendo-se, de maneira simultânea, com o médium e com as entidades comunicantes, na benemérita empresa do esclarecimen­to coletivo, ensinando-nos que a desobsessão não é caça a fenômeno e sim trabalho paciente do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio associado à fé.

 (Emmanuel – no início do prefácio do livro do mês)

LIVRO DE DEZEMBRO

Quando voltar a primavera

Amélia Rodrigues – psic. Divaldo P. Franco

 

Notável poetisa, quando encarnada, professora emérita, escritora consagrada, teatróloga, Amélia Rodrigues nos apresenta Jesus com um colorido agradável em uma narrativa mais contemporânea. A leitura crua dos Evangelhos requer um aprofundamento cultural sobre os tempos de Jesus, que a maioria de nós ainda não temos.

Ao encontrar na mediunidade de Divaldo P. Franco, sob a direção de Joanna de Ângelis, um canal para suas expressões literárias, entrega-se à narrativa dos Evangelhos de Jesus e Sua passagem pela Terra.

“Quando voltar a primavera” é um dentre outros mais de dez livros que nos faz conhecer a história de Jesus de perto percebendo a grandiosidade de suas ações junto ao povo que O buscava. Mas também junto aos fariseus astutos que acabavam se enredando nas proprias malhas quando, para o tentar, formulavam perguntas capciosas objetivando que Ele contrariasse ou as leis de Moisés ou as determinações de César. Jesus os respondia com sabedoria aproveitando a oportunidade para deixar novos ensinos que os evangelistas souberam registrar.

AS NÚPCIAS DE CANÁ

[…] Há dois meses que Ele saira de Nazaré, deixando a carpintaria com as ferramentas em silêncio.

Há pouco Ele estivera em Betabara, no Jordão, e deixara-se batizar… Seguira logo depois ao grande testemunho das tentações. Já havia convocado os primeiros companheiros, e os fatores propiciatórios do ministério se reuniam.

Maria se encontrava em Caná. Convidada, como foram Jesus e os discípulos, antecedera-O. Ela abraçou-a ao chegar com inaudita ternura. Ela O aguardava com ansiedade  crescente e afeto desmedido. A cena comovente estava assinalada pelas expectativas de felicidade da mãe saudosa que se renovava no carinho do filho terno que a afagaria.

[…] Maria, diligente amiga da família, acompanhava as cenas e rejubilava-se com todos. A presença do filho era-lhe felicidade para o coração.

[…] No transcorrer das festas, Maria percebeu que o vinho não poderia atender à insaciedade de todos e recorreu, aflita, ao filho. Ela sabia da Sua procendência, do Seu poder, e resolveu interceder junto a Êle pela família.

De certa forma será ela desde ali a perene intercessora perante o filho em favor das criaturas humanas de todos os tempos. Far-se-á sublime mediadora a partir de então entre Jesus e os homens.

(trecho do capitulo 2 do livro do mês)

LIVRO DE NOVEMBRO

Até o fim dos tempos

Amélia Rodrigues – psic. Divaldo P. Franco

Quando encarnada, foi notável poetisa, professora emérita, escritora consagrada, teatróloga, legítimo expoente cultural das Letras na Bahia.  Amélia Rodrigues, viveu entre nós de maio de 1861 a agosto de 1926.

Após o seu desencarne, encontrou, na mediunidade de Divaldo P. Franco, o canal de  suas expressões literárias, agora voltada para a narrativa do Evangelho de Jesus e Sua passagem pela Terra. Apresenta-nos Jesus com um colorido agradável que a narrativa mais contemporânea requer, já que a leitura crua dos Evangelhos exige uma maturidade sobre a cultura dos tempos de Jesus, especialmente sobre a dos hebreus, que a maioria de nós ainda não temos.

Este é um dentre outros mais de dez livros. Eles nos transportam para a Palestina e faz-nos viver a experiência dos Seus apóstolos e discípulos, bem como entender a política da época e os costumes dos povos onde Jesus veio trazer Sua mensagem que ficaria “Até o fim dos tempos”…

… ATÉ O FIM DOS TEMPOS

Tudo na Sua vida é uma aparente contradição que se enriquece de legitimidade em cada passo, após acurada reflexão.

Negando o mundo, Ele é o Senhor do mundo.

Falando sobre a vida, doa a Sua em legado de inexcedível amor.

Desde antes do nosso tempo, permanecerá até o fim dos tempos!…

Começando no anonimato, prossegue desconhecido, quanto mais é comentado.

Filho de Deus por excelência, conclama todos os homens a desvelarem o seu deus oculto e alcançarem o Supremo.

Seus silêncios são mais altissonantes que Suas palavras.

Os Seus não-feitos, tem um significado psico-sociológico mais poderoso do que os Seus atos.

[…] Junto ao poviléu e entre os malcheirosos Ele esplende de beleza sem os humilhar, destacando-se pela grandeza moral, sem os ferir, arrebatando-os sem se impor…

Jesus é único!

(trecho da introdução do livro do mês)