ADOLESCÊNCIA E VIDA

Á medida que a Ciência e a tecnologia ampliaram os horizontes do conhecimento humano, proporcionando comodidades e realizações edificantes que favorecem o desenvolvimento da vida, vêm surgindo audaciosos conceitos comportamentais que pretendem dar novo sentido à existência humana, consequentemente derrapando em abusos intoleráveis que conspiram contra o desenvolvimento moral e ético da sociedade.

Nesse sentido, as grandes vítimas da ocorrência são os jovens que, imaturos, se deixam atrair pelos disparates das sensações primárias, comprometendo a existência planetária, as vezes, de forma irreversível.

Dominados pelos impulsos naturais do desenvolvimento físico antes do mesmo fenômeno na área emocional encontram, nas dissipações que se permitem, expressões vigorosas de prazer que os anestesiam ou os excitam até à exaustão, levando-os ao desequilíbrio e ao desespero. Quando cansados ou inquietos tentam fugir da situação, quase sempre enveredando pelo abuso do sexo e das drogas, que se associam em descalabro cruel, gerando sofrimentos inqualificáveis.

O único antídoto, porém, ao mal que se agrava e se irradia em contágio pernicioso, é a educação. Consideramos, porém, a educação no seu sentido global, aquela que vai além dos compêndios escolares, que reune os valores éticos da família, da sociedade e da religião. Não porém de uma religião convencional, e sim, que possua fundamentos científicos e filosóficos existenciais estribados na moral vivida e ensinada por Jesus.

(Joanna de Ângelis no livro Adolescência e Vida)

LIVRO DE MAIO e JUNHO – 2017

Adolescência e Vida

Joanna de ângelis

Psic. Divaldo P. Franco

 

O estado de infância e de juventude são relevantes para o Espírito em crescimento, razão pela qual, dentre os animais, o ser humano é o que o tem mais demorado, quando se lhes fixam os caracteres, os hábitos e se delineiam as possibilidades de enriquecimento para o futuro.

A criança e o adolescente, no entanto, que se apresentam ingênuos, puros, na acepção de desconhecimento dos erros, nem sempre o são em profundidade, porquanto o Espírito que neles habita é viajor de longas jornadas, em sucessivas experiências, nas quais nem sempre se desincumbiu com o valor que seria esperado, antes contraindo débitos que devem ser ressarcidos na atual existência. Em razão disso, torna-se necessária e indispensável a educação no seu sentido mais amplo e profundo, de maneira que lhes sejam lícitos a libertação dos vícios anteriores e a aquisição de novos valores que os contrabalancem, superando-os.

Cuidar de infundir-lhes costumes sãos desde os primeiros dias da existência física, porquanto a tarefa da educação começa no instante da vida extra-uterina, e não mais tarde, quando o ser está habilitado para a instrução.

Para esse formoso mister são indispensáveis o amor, o conhecimento e a disciplina, de maneira que se lhes insculpam no imo as lições que os acompanharão para sempre.

Assim pensando, estudamos, no pequeno livro que ora apresentamos ao caro leitor, vários temas relacionados com a adolescência, a fim de contribuir de alguma forma com a palpitante questão que está desafiando psicólogos, pedagogos, sociólogos, teólogos e principalmente os pais na maneira de conduzir os jovens.

A VIDA NO ALÉM

“[…] os planos de vivência para os habitan­tes do Além se personalizam de múltiplos modos, e a vida para cada um se especifica invariavelmente, segun­do a condição mental em que se coloque.

Compreensível – que assim seja.

Quanto maior a cultura de um Espírito encarnado, mais dolorosos se lhe mostrarão os resultados da perda de tempo. Quanto mais rebelde a criatura perante a Verdade, mais aflitivas se lhe revelarão as consequências da própria teimosia.

Além disso, temos a observar que a sociedade, para lá da morte, carrega consigo os reflexos dos hábitos a que se afeiçoava no mundo.

Os desencarnados de uma cidade asiática não en­contram, de imediato, os costumes e edificações de uma cidade ocidental e vice-versa.

Nenhuma construção digna se efetua sem a coope­ração do serviço e do tempo, de vez que a precipitação ou a violência não constam dos Planos Divinos que su­pervisionam o Universo.”

 (Emmanuel – prefácio do livro do mês)

LIVRO DE MARÇO – 2017

E a Vida Continua….

André Luiz

Psic. de F.C.Xavier

 

Após descrever seu retorno à pátria espiritual e sua acolhida em Nosso Lar no livro que recebeu o nome desta colônia espiritual, André Luiz seguiu descortinando para nós suas experiências na vida Maior, nos demais livros que se seguiram, utilizando-se de um teor romanceado.

Com o livro “E a vida continua…” ele encerra este tipo de trabalho, em 1968, reverenciando o centenário do livro “A Gênese” de Kardec. Desta vez, com uma particularidade especial ao não se inserir mais como coadjuvante da história. Descreve os intrincados enigmas que nos relaciona uns aos outros, atraindo-nos para os devidos reajustes com a lei de causa e efeito, através da história dos diversos personagens a que ele acompanhou as vivências, sem relatar qualquer participação direta.

Trouxe-nos, com isso, exemplos claros de que estamos encarnados para cooperar com o progresso uns dos outros, lei divina a que estamos todos sujeitos. E, se podemos enquanto encarnados, ludibriar as leis humanas, as leis divinas continuarão definindo os nossos destinos até nos darmos conta de que, somente quando nos decidirmos por tomá-las como referencial para todas as nossas escolhas é que encontraremos a verdadeira liberdade.

EXPLICAÇÃO

“A desmontagem da obsessão é trabalho milenar sobre a Terra. Por isso mesmo, não se atribui a um tarefeiro único a obrigação de erradicá-la no caminho dos homens.

Manoel Philomeno de Miranda é um batalhador que penetra no campo de serviço criando novos sistemas de trabalho e novos planos de ação para que se nos extinga semelhante flagelo no mundo físico.

Que a sua tarefa frutifique em bençãos de libertação e que o Senhor a todos nos fortaleça e nos abençoe.”

(André Luiz – prefácio do livro do mês)