JESUS ENTRE OS ESSÊNIOS

Esse povo peculiar pertencera anteriormente à tradição do Sinédrio em Jerusalém. Os seus membros acompanharam, porém, a perversão que começou a tomar conta dos representantes da Lei de Moisés e dos Profetas, assim como a profanação natural que foi sendo introduzida nos hábitos, costumes e comportamentos religiosos, impostos pelos dominadores e aceitos pela pusilanimidade dos representantes da fé …

Assumiram, então, uma postura severa na observância dos deveres espirituais e na interpretação da Lei, admitindo somente Jeová, imitando a incorruptibilidade do rei Davi na sua fidelidade aos estatutos ancestrais. Isolando-se, passaram a sofrer medo e angústia, receio da vingança de Jeová, assumindo comportamentos profundamente severos para consigo mesmos e para com o seu próximo.

Os essênios passaram, então, a aguardar a chegada do Messias de Aarão e de Israel. A Nova Aliança, como permitiram denominar o surgimento da sua ordem, deveria nutrir-se do amor e sorver a água viva da verdade …

Jesus jamais convivera com eles, embora os conhecesse desde antes …

No entanto, sentindo chegado o momento, às vésperas de dar início ao Seu ministério, às margens formosas do mar da Galiléia, entre os asfôdelos e as violetas perfumadas, sob o canto dos rouxinóis e das toutinegras em permanente festa, optou por visitá-los em Qumran, a fim de informá-los que aquele era o momento dolorosamente aguardado.

 (Trechos do cap. 28 do livro do mês)

LIVRO DE DEZEMBRO – 2016

A Mensagem do Amor Imortal

Amélia Rodrigues

Psic. Divaldo P. Franco

 

A sublime canção do Espírito Amélia Rodrigues em torno da incomparável figura e da personalidade singular de Jesus de Nazaré, inunda-nos a alma de júbilos, fortalecendo em nosso íntimo uma suave e concreta esperança tanto no presente quanto nos dias do porvir.

A cada Obra que lança, pela esteira de luz da psicografia de Divaldo Franco, a querida Amélia Rodrigues surpreende-nos com novos detalhes sobre a vida e o ministério de Jesus, sobre as gentes, os costumes, as tradições, os enredos daqueles remotos tempos …

A Mensagem do Amor Imortal é um livro encantador, que certamente levará o leitor a extasiar-se com as maravilhas operadas por Jesus, através da chama do Amor alimentada pelo combustível da Fé e da Caridade, virtudes essenciais para uma vida verdadeiramente cristã.

DIAS VENTUROSOS

A orgulhosa Israel experimentara o silêncio multisecular das profecias, como se a Divindade submetesse o povo escolhido ao testemunho das provações demoradas: escravidão, sofrimentos no deserto, submissão aos gentios, que lhe usurparam a administração política, ameaçando a religião oficial, que tentavam substituir pelos deuses pagãos impostos através da adoração à figura do Imperador de Roma.

A busca do poder e da sobrevivência assumira papel preponderante no comportamento hebreu, e os indivíduos se haviam transformado em lobos que se devoravam reciprocamente, insaciáveis e cruéis.

Foi nesse imenso palco de corrupção e desmandos que nasceu Jesus, trazendo as boas novas de alegria, transformando os dias dos am-ha-haretz – a pobre gente espoliada do campo, que agora perambulava pelas cidades, faminta e quase desnuda, também considerada inútil, que aparece em todas as épocas da Humanidade, os miseráveis, os párias sociais – em um festival de oportunidades dignificadoras …

Nesse terrível contubérnio, Jesus levantou Sua voz e deu início aos dias venturosos, que jamais se acabarão, abrindo espaço para o amor desprezado, para a esperança esquecida, para a felicidade não mais sonhada.

 

(Trechos do prefácio do livro do mês)

LIVRO DE NOVEMBRO – 2016

DIAS VENTUROSOS

Amélia Rodrigues

Psic. Divaldo P. Franco

       Reunimos, neste livro, narrativas que ouvimos e anotamos em nossas conversações íntimas no além-túmulo, e que fazem parte das suaves-doces histórias do mundo espiritual.

Não se trata de fatos reais, de acontecimentos históricos, mas de interpretações de algumas das muitas ocorrências que assinalaram o Seu Apostolado, e que passaram de geração, tornando-se motivo de comentários felizes que se repetem entre nós, os desencarnados.

Objetivamos, com as páginas que constituem a presente obra, recordar aqueles DIAS VENTUROSOS, ricos de beleza e de esperanças, de harmonia e de ternura, que dedicamos a todos quantos sofrem e anelam por uma palavra de conforto, de encorajamento, de paz.

Sem qualquer pretensão literária ou prurido escriturístico de restabelecer verdades evangélicas, o nosso propósito fundamental é consolar, despertar sentimentos de amor e de bondade nos leitores que nos honrarem com a sua atenção e  gentileza.

Hoje, tanto quanto ontem, todos necessitamos de Jesus descrucificado, do Homem incomparável que arrostou todas as consequências pela coragem de amar, a ponto de dar a própria  vida, para que todos tivéssemos vida em abundância.

Ante a impossibilidade, portanto, de ser transformado o mundo de violência e desar da atualidade, de um para outro momento, pelo menos podemos convidar alguns corações a que se desarmem e algumas mentes a que modifiquem a forma de pensar, considerando a necessidade da iluminação interior, única a produzir a renovação de toda a sociedade para melhor.

Acreditando haver realizado o possível dentro dos nossos limites, exaramos a Jesus que nos abençoe e nos conceda a Sua paz.

Salvador, 10 de setembro de 1997.

Amélia Rodrigues

 

Um conto judaico

Um antigo conto judaico relata que a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e adornos. Todos que a viam viravam-lhe as costas de vergonha e medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas. Um dia, desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente trajando elegante vestimenta.

– Verdade, por que você está tão abatida? – perguntou a Parábola.

– Porque devo ser muito fria e antipática – respondeu  amargurada Verdade.

– Que disparate! – sorriu a Parábola – Não é por isso que os homens evitam você. Vista alguma das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade colocou lindas vestes e passou a ser bem-vinda.

Expressando a milenar sabedoria popular, o conto ensina que o homem, na sua imaturidade espiritual, não gosta de encarar a verdade sem adornos. Jesus como profundo conhecedor das nossas fraquezas, falou por parábolas para que as verdades que elas encerram fossem descobertas na medida da evolução humana.

(Trecho do prefácio do livro do mês)