Jesus no lar

Para a generalidade dos estudiosos, o Cristo permanece tão-somente situado na História modificando o curso dos acontecimentos políticos do mundo; para a maioria dos teólogos, é simples objeto de estudo, nas letras sagradas, imprimindo novo rumo às interpretações da fé; para os filósofos, é o centro de polêmicas infindáveis, e, para a multidão dos crentes inertes, é o benfeitor providencial nas crises inquietantes da vida comum.

Todavia, quando o homem percebe a grandeza da Boa Nova, compreende que o Mestre não é apenas o reformador da civilização, o legislador da crença, o condutor do raciocínio ou o doador de facilidades terrestres, mas também, acima de tudo, o renovador da vida de cada um.

Atingindo esse ápice do entendimento, a criatura ama o templo que lhe orienta o modo de ser; contudo, não se restringe às reuniões convencionais para as manifestações adorativas e, sim, traz o Amigo Celeste ao santuário familiar, onde Jesus, então, passa a controlar as paixões, a corrigir as maneiras e a inspirar as palavras, habilitando o aprendiz a traduzir-lhe os ensinamentos eternos através de ações vivas, com as quais espera o Senhor estender o divino reinado da paz e do amor sobre a Terra.

Quando o Evangelho penetra o Lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino.

Neio Lúcio conhece esta verdade profunda e consagra aos discípulos novos algumas das lições do Senhor no círculo mais íntimo dos apóstolos e seguidores da primeira hora. Hoje, que quase vinte séculos são já decorridos sobre as primícias da Boa Nova, o domicílio de Simão se transformou no mundo inteiro…

Jesus continua falando aos companheiros de todas as latitudes. Que a sua voz incisiva e doce possa gravar no livro de nossa alma a lição renovadora de que carecemos à frente do porvir, convertendo-nos em semeadores ativos de seu infinito amor, é a felicidade maior a que poderemos aspirar.

(Emmanuel no prefácio do livro Jesus no Lar – psic. F.C.Xavier)

LIVRO DE JULHO – 2016

Jesus no Lar

Neio Lúcius – psic. F.C.Xavier

 

O autor deste pequeno grande livro é personagem de duas histórias reais narradas por Emmanuel nos romances “50 anos depois” e “Renúncia”. No primeiro romance ele é o avô da personagem principal, Célia Lucius, e aparece com o mesmo nome com que ele se identificou como Espírito. No segundo é Jacques Davenport, tio-avô da personagem principal, Alcione, que é a própria Célia Lucius de volta. Em ambos Neio Lúcius demonstra ser um Espírito nobre com grandes conquistas no campo da educação.

Apresenta-nos, neste livro, pequenas histórias narradas por Jesus na intimidade do lar de Simão Pedro, onde implanta o culto no lar, assinalando a importância de nos reunirmos para a conversação sadia em tornos das lições do Bem.

Formado de histórias simples, atende a todas as faixas etárias e é um excelente recurso para dinamizar o culto no lar, seja com crianças, seja com jovens e adultos.

O bico de luz

      Um homem transitava por estrada deserta, altas horas. Noite escura, sem luar, estrelas apagadas…

       Seguia apreensivo. Por ali ocorriam, não raro assaltos…

       Percebeu que alguém o acompanhava.

       -Olá! Quem vem aí? – perguntou, assustado.

       Não obteve resposta. Apressou-se, no que foi imitado pelo perseguidor. Correu…

       O desconhecido também. Apavorado, em desabalada carreira, tão rápida quanto suas pernas permitiam, coração a galopar no peito, pulmões em brasa, passou a diante de um bico de luz. Olhou para trás e como por encanto, o medo desvaneceu-se. Seu perseguidor era apenas um velho burro, acostumado a acompanhar andarilhos.

       A história assemelha-se ao que ocorre com a morte. A imortalidade é algo intuitivo na criatura humana. No entanto, muitos têm medo, porque desconhecem inteiramente o processo e o que os espera na espiritualidade.

       O Espiritismo é o “bico de luz” que ilumina os caminhos misteriosos do retorno, afugentando temores irracionais e constrangimentos perturbadores. Com a Doutrina Espírita podemos encarar a morte com serenidade, preparando-nos para enfrentá-la. Isso é muito importante, fundamental mesmo, já que se trata da única certeza da existência humana: todos morreremos um dia!

 (Richard Simonetti – no livro Quem tem medo da morte?)

LIVRO DE JUNHO – 2016

Quem tem medo da morte

Richard Simonetti

 

– Corpo Espiritual                 – Problemas de desligamento

– Aborto                                 – Suicídio

– Eutanásia                            – Cremação

– Desastres fatais                 – Cemitério

– Velório                                 – Premonição

– Falecimento de crianças  – Balanço existencial

Estes e muitos outros temas são abordados neste livro, onde o autor descreve as circunstâncias que envolvem o retorno à Vida Espiritual, oferecendo valiosa contribuição para que sejam superados milenares temores e angústias que afligem o homem quando cogita da morte.

Por que os espíritas não temem a morte

A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.

(Cap. II item 10 – O Céu e o Inferno)