LIVRO DE MAIO – 2016

O Céu e o Inferno
Allan Kardec

O tema geral do quarto livro que compõe o pentateuco kardequiano, céu e inferno, pode parecer, para alguns, um pouco desinteressante. Entretanto, como encontrar a solução de nossas questões filosóficas sobre a vida e a morte, sem tocar na questão do sofrimento e da felicidade que nos aguarda a todos na transposição desta vida terrena para a verdadeira vida?
Kardec neste livro aborda as noções de céu, inferno e purgatório, que todos trouxemos ao longo de tantas existências e que ainda formam o fundo de nossas ideias sobre a vida no além, oferecendo-nos uma perspectiva clara e consoladora, a partir dos ensinos dos Espíritos Superiores.
Apresenta também o depoimento das variedades de Espíritos que formam o cortejo de Espíritos felizes e infelizes, exemplificando tanto a bondade divina como a lei de causa e efeito.
Sua leitura, não só prestigia o esforço de nosso codificador, como nos oferece uma base segura para nossa formação pessoal no Espiritismo. Por este  motivo ele estará sendo alvo dos estudos da JEAG este mês e o próximo.

A Caminho da Luz

Enquanto as penosas transições do século XX se anunciam ao tinido sinistro das armas, as forças espirituais se reúnem para as grandes reconstruções do porvir.

Aproxima-se o momento em que se efetuará a aferição de todos os valores terrestres para o ressurgimento das energias criadoras de um mundo novo, e natural é que recordemos o ascendente místico de todas as civilizações que surgiram e desapareceram, evocando os grandes períodos evolutivos da Humanidade, com as suas misérias e com os seus esplendores, para afirmar as realidades espirituais acima de todos os fenômenos transitórios da matéria.

Esse esforço de síntese será o da fé reclamando a sua posição em face da ciência dos homens, e ante as religiões da separatividade, como a bússola da verdadeira sabedoria.

Diante dos nossos olhos de espírito passam os fantasmas das civilizações mortas, como se permanecêssemos diante de um “écran” maravilhoso. As almas mudam a indumentária carnal, no curso incessante dos séculos; constroem o edifício milenário da evolução humana com as suas lágrimas e sofrimentos, e até nossos ouvidos chegam os ecos dolorosos de suas aflições. Passam as primeiras organizações do homem e passam as suas grandes cidades, transformadas em ossuários silenciosos. O tempo, como patrimônio divino do espírito, renova as inquietações e angústias de cada século, no sentido de aclarar o caminho das experiências humanas. Passam as raças e as gerações, as línguas e os povos, os países e as fronteiras, as ciências e as religiões. Um sopro divino faz movimentar todas as coisas nesse torvelinho maravilhoso.

Estabelece-se, então, a ordem equilibrando todos os fenômenos e movimentos do edifício planetário, vitalizando os laços eternos que reúnem a sua grande família.

Vê-se, então, o fio inquebrantável que sustenta os séculos das experiências terrestres, reunindo-as, harmoniosamente, umas às outras, a fim de que constituam o tesouro imortal da alma humana em sua gloriosa ascensão para o Infinito.

(trecho da Introdução do livro do mês)

LIVRO DE ABRIL – 2016

A CAMINHO DA LUZ

Emmanuel – pisc. F.C.Xavier

 Buscando localizar o trabalho minucioso de Jesus e Seus prepostos na edificação de nosso planeta, bem como na condução de nossas almas no caminho de nossa evolução, Emmanuel nos apresenta neste precioso livro, a história de nossos erros e acertos, desde os tempos mais remotos até as vésperas da 2ª Grande Guerra.

Conjugando os fatos ocorridos, sob a ótica espiritual, ele aponta o fio condutor que nos trouxe até os dias atuais, indicando que poderíamos ter atenuado nossas dores, se tivéssemos nos aplicados mais nos ensinos do Cristo.

“Não deverá ser este um trabalho histórico. A história do mundo está compilada e feita. Nossa contribuição será à tese religiosa, elucidando a influência sagrada da fé e o ascendente espiritual, no curso de todas as civilizações terrestres”, diz-nos ele em um antelóquio no livro.

Conhecer a história da Humanidade é conhecer a nós mesmos. E, sem este trabalho interior, continuaremos a retardar nossa chegada aos dias felizes da Era Nova.

FAMÍLIA

A família consangüínea, entre os homens, pode ser apreciada como o centro essen­cial de nossos reflexos. Reflexos agradá­veis ou desagradáveis que o pretérito nos devolve.

(…) Cada criatura está provisoriamente ajus­tada ao raio de ação que é capaz de desen­volver ou, mais claramente, cada um de nós apenas, pouco a pouco, ultrapassará o hori­zonte a que já estenda os reflexos que lhe digam respeito.

O homem primitivo não se afasta, de improviso, da própria taba, mas aí renasce múltiplas vezes, e o homem relativamente civilizado demora-se longo tempo no plano racial em que assimila as experiências de que carece, até que a soma de suas aquisições o recomende a diferentes realizações.

É assim que na esfera do grupo consan­güíneo o Espírito reencarnado segue ao en­contro dos laços que entreteceu para si pró­prio, na linha mental em que se lhe caracte­rizam as tendências.

(…) Uma família de músicos terá mais faci­lidade para recolher companheiros da arte divina em sua descendência, porque, muita vez, os Espíritos que assumem a posição de filhos na reencarnação, junto deles, são os mesmos amigos que lhes incentivavam a for­mação musical, desde o reino do Espírito, refletindo-se reciprocamente na continuida­de da ação em que se empenham através de séculos numerosos.

(…) A tara familiar, por esse motivo, é a resultante da conjunção de débitos, situan­do-nos no plano genético enfermiço que me­recemos, à face dos nossos compromissos com o mundo e com a vida. Dessa forma, somos impelidos a padecer o retorno dos nossos reflexos tóxicos através de pessoas de nossa parentela, que no-los devolvem por aflitivos processos de sofrimento.

Temos assim, no grupo doméstico, os laços de elevação e alegria que já consegui­mos tecer, por intermédio do amor louvavel­mente vivido, mas também as algemas de constrangimento e aversão, nas quais reco­lhemos, de volta, os clichês inquietantes que nós mesmos plasmamos na memória do des­tino e que necessitamos desfazer, à custa de trabalho e sacrifício, paciência e humildade, recursos novos com que faremos nova pro­dução de reflexos espirituais, suscetíveis de anular os efeitos de nossa conduta anterior, conturbada e infeliz.

 (Livro do mês cap. 12)

LIVRO DE MARÇO – 2016

PENSAMENTO E VIDA

Emmanuel – pisc. F.C.Xavier

 Perguntou-nos coração amigo se não possuíamos algum livro no Plano Espiritual, suscetível de ser adaptado às necessidades da Terra.

Algumas páginas que falassem, ao es­pírito, dos problemas do espírito…

Algo leve e rápido que condensasse os princípios superiores que nos orientam a rota …

E lembramo-nos, por isso, de singela cartilha falada de que dispomos em nossas tarefas, junto aos companheiros em trânsi­to para o berço, utilizada em nossas escolas de regeneração, entre a morte e o renasci­mento.

Anotações humildes que repontam do cérebro como flores que rebentam do solo, sem pertencerem, no fundo, ao jardim que as recolhe, por nascerem da Bondade de Deus que conjuga o Sol e a gleba, a fonte e o ar, o adubo e o vento, para nelas instilar a cor e a forma, a beleza e o perfume…

Eis aqui, portanto, adaptada quanto possível ao campo do esforço humano, a nossa cartilha simples.

“Pensamento e Vida”, chamamos-lhe no Mundo Espiritual e, sob a mesma designa­ção, oferecemo-la aos nossos irmãos de luta, temporariamente internados na esfera física, para informá-los, ainda uma vez, de que o nosso pensamento cria a vida que procura­mos, através do reflexo de nós mesmos, até que nos identifiquemos, um dia, no curso dos milênios, com a Sabedoria Infinita e com o Infinito Amor, que constituem o Pensa­mento e a Vida de Nosso Pai.

EMMANUEL