LIVRO DE JULHO

O Livro dos Médiuns

Allan Kardec

 

Uma vez concluída a tarefa essencial de publicar O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, contendo as respostas das perguntas dirigidas aos Espíritos, Kardec deteve-se na preocupação de orientar os interessados da nova doutrina em como conduzirem-se no intercâmbio com a vida espiritual, a fonte daqueles ensinos.

“Nem todos os Espíritos são de Deus”, já havia advertido o apóstolo João ao recomendar aos primeiros seguidores do Evangelho que o intercâmbio entre os dois planos da vida requer atenção e discernimento, uma vez que nem todos os Espíritos que falavam em nome de Deus, tinham realmente suas intenções no Bem.

Assim, em 1861, ele publica O Livro dos Médiuns, que no dizer do grande médium e orador espírita, Divaldo P. Franco, este livro é o maior tratado de parapsicologia escrito até hoje.

Se a fé reside em forças espirituais ainda impalpáveis para a grande parte da humanidade, será pelo estudo destas forças que lograremos consolidá-la em bases sólidas, “construindo nossa casa sobre a rocha”, na expressão simbólica de Jesus.

Por que os espíritas não temem a morte

A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.

Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as ideias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções. A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se mutuamente.

Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada.

(Cap. II item 10 – O Céu e o Inferno)

LIVRO DE JUNHO

O Céu e o Inferno

Allan Kardec

 

Este foi o quarto livro do pentateuco editado pelo mestre lionês e que este ano completa 150 anos de sua publicação.

Nele Kardec desenvolveu o tema crucial de todas as religiões: para onde vamos após a morte?

Para isso dividiu a matéria nele contida em duas partes principais. Na primeira Kardec discutiu, filosoficamente, conceitos como: o temor da morte, o Céu, o Inferno, O purgatório, os Anjos, os Demônios, etc. Na segunda ele nos traz testemunhos de Espíritos de diversas condições espirituais, tais como: Espíritos felizes, Espíritos em condições mediana, Espíritos sofredores, Suicidas, Criminosos arrependidos, etc.

A ideia de Deus como Pai e Criador se torna mais viva para nós, quando analisamos com Kardec a “Justiça Divina segundo o Espiritismo”, que é o segundo nome deste livro. Uma primeira leitura deste livro nos abrirá horizonte novos preparando-nos para seu estudo, mais aprofundado, o que nos dará uma base melhor para nossa fé.

Este é mais um livro que nos auxilia a entender melhor Jesus e Seu Evangelho de amor, caminho, verdade e vida.

Sinais dos tempos

(…) Nestes tempos, porém, não se trata de uma mudança parcial, de uma renovação limitada a certa região, ou a um povo, a uma raça. Trata-se de um movimento universal, a operar-se no sentido do progresso moral. Uma nova ordem de coisas tende a estabelecer-se, e os homens, que mais opostos lhe são, para ela trabalham a seu mau grado. A geração futura, desembaraçada das escórias do velho mundo e formada de elementos mais depurados, se achará possuída de ideias e de sentimentos muito diversos dos da geração presente, que se vai a passo de gigante. O velho mundo estará morto e apenas viverá na História, como o estão hoje os tempos da Idade Média, com seus costumes bárbaros e suas crenças supersticiosas.

(…) Mas, uma mudança tão radical como a que se está elaborando não pode realizar-se sem comoções. Há, inevitavelmente, luta de ideias. Desse conflito forçosamente se originarão passageiras perturbações, até que o terreno se ache aplanado e restabelecido o equilíbrio. É, pois, da luta das ideias que surgirão os graves acontecimentos preditos e não de cataclismos ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais foram consequência do estado de formação da Terra. Hoje, não são mais as entranhas do planeta que se agitam: são as da Humanidade.

(…) É no período que ora se inicia que o Espiritismo florescerá e dará frutos. Trabalhais, portanto, mais para o futuro, do que para o presente. Era, porém, necessário que esses trabalhos se preparassem antecipadamente, porque eles traçam as sendas da regeneração, pela unificação e racionalidade das crenças. Ditosos os que deles aproveitam desde já. Tantas penas se pouparão esses, quantos forem os proveitos que deles aufiram.

(trechos do cap. XVIII do livro do mês)

LIVRO DE MAIO

A Gênese

Allan Kardec

 

Este foi o quinto livro do pentateuco editado pelo mestre lionês e que completará 150 anos de sua publicação em 2018.

Nele Kardec reuniu três aspectos relevantes da revelação espírita: a Gênese, do Universo, da Terra e dos seres vivos e espirituais, apresentando-nos a lógica da causa primária em Deus; os Milagres, caracteres, fluidos e os fatos supranormais produzidos por Jesus; e as Predições, teoria da presciência, as predições do Evangelho e o sentido do Apocalipse.

Como as demais obras do Codificador, é um livro para uma primeira leitura, para depois ser estudado, sistematicamente, a fim de formarmos uma base sólida de conhecimentos doutrinários, capaz de estruturar em nós uma fé raciocinada, como ele mesmo nos propõe no frontispício do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Este livro nos auxilia a entender melhor Jesus e Seu Evangelho de amor, caminho, verdade e vida.