LIVRO DE MARÇO

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

Allan Kardec

 No ano passado este livro completou 150 anos de sua publicação e já estamos conscientes de que o Espiritismo é o Consolador Prometido por Jesus, Consolador este anunciado pelo evangelista João, no capítulo 14, versículos 15 a 26.

Este, portanto, é o livro da codificação que nós espíritas, precisamos dedicar maior atenção, já que ele sintetiza a moral do Cristo em sua essência e é capaz de estabelecer uma linguagem comum entre todas as religiões.

Allan Kardec dedicou uma atenção toda especial para selecionar as mensagens dos Benfeitores que o assistiam e os versículos do Novo e Velho Testamentos, demonstran-do-nos que as revelações se completam de modo a preparar a nova era que em breve se iniciará.

A Humanidade hoje enfrenta graves de testemunhos e só o Evangelho esclarecido à luz da razão e vivido no coração poderá oferecer os recursos para consolidação de nossa fé e confiança no futuro.

A despedida do Carnaval

Lembrei-me da querida professora de Geografia, daqueles dias recuados da minha infância, e da importância de entendermos a doutrina dentro desse contexto de tríplice aspecto, o científico, o filosófico e o moral, lendo o capítulo 23 do livro Nas Fronteiras da Loucura, de autoria do Espírito Manoel Philomeno de Miranda, ditado ao médium Divaldo Franco.

No referido capítulo está o relato da história de dois casais: Júlia e Otávio, Marcondes e Raulinda, quatro pessoas comuns, pais dedicados.

De repente, a mediunidade aflora em Júlia. Buscam, então, uma Casa Espírita e vêem a realidade da sobrevivência, com base nas comunicações e na orientação dos Espíritos.

Passam a dedicar-se às atividades de caráter social. Um deles, que era médico, Dr. Otávio, prontifica-se ao atendimento gratuito aos enfermos, tanto no Centro como no consultório. O outro casal trazia na memória espiritual, nos arquivos do perispírito, a recomendação de produzir para o bem na atual reencarnação.

Chegaram na Casa Espírita atraídos pela Ciência Espírita, através da mediunidade, e ali encontraram a Filosofia  Espírita, ao lhes ser esclarecido quem somos, de onde procedemos, para onde vamos, qual o nosso destino, a razão da dor, do sofrimento, a importância da caridade, etc.

Com base nessas informações, ante o impacto da sintomatologia mediúnica e da filosofia imortalista, o que pensaram Júlia e seus amigos?

Que muito nas suas vidas, a partir de então, iria mudar.

Que se encontravam no pórtico de uma vida nova.

Entretanto, mesmo com essas informações preliminares, eles tomam uma decisão:  fazer a despedida do carnaval! Divertir-se a valer! E apresentam uma justificativa: não ficarem, os quatro, frustrados no futuro!

O que teria faltado aos entusiasmados casais para uma decisão tão insólita? Certamente a terceira indagação: para que tudo isto? Qual o verdadeiro convite que lhes estava fazendo a fenomenologia mediúnica? Que novos caminhos estava apontando?

(trecho do cap. 2 do livro do mês)

LIVRO DE FEVEREIRO

O Espírito Azul

Adilton Pugliese

 

Autor de outros livros de caráter doutrinário-espírita, como, “A obsessão: instalação e cura” e “Os anjos guardiães segundo o Espiritismo”, Adilton Pugliese consolida de forma organizada neste livro crônicas, estudos e comentários à luz do Espiritismo já anteriormente publicados em diversas revistas espíritas mais proeminen-tes do movimento espírita, como Reformador, Presença Espírita, Revista Internacional do Espiritismo, etc.

Tais crônicas merecem a nossa atenção, por revelar um trabalhador atuante na causa espírita, pois além de palestrante e articulista, coordena as atividades do Departamento Doutrinário do Centro Espírita Caminho da Redenção, instituição associada à obra assistencial da Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia.

Desse modo, os textos apresentados neste livro revelam um conhecimento aliado à prática, requisito essencial para um bom escritor.

Um apólogo de Rabindranath Tagore

Um lavrador, a caminho de casa, com a colheita do dia, notou que, em sentido contrário, vinha suntuosa carruagem, revestida de estrelas. Contemplando-a, fascinado, viu-a estacar, junto dele, e, semi-estarrecido, reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas.

O quê? – refletiu, espantado – o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca passei de mísero escravo, na aspereza do solo?

Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e entregou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.

O Senhor agradeceu e partiu.

Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento. O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente.

Deslumbrado, gritou:

– Louco que fui! Porque não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida?

(Irmão X – dedicatória do livro do mês)

LIVRO DE JANEIRO

Cartas e Crônicas

Irmão X

Psic. F.C.Xavier

 

Irmão X abre este livro dedicando-o a Jesus, com as seguintes palavras, após narrar um apólogo de Rabindranath Tagore:

“Na atualidade da Terra, quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, sabemos que o Cristo pede cooperação para a sementeira do Evangelho Redivivo que a Doutrina Espírita veicula. E, entregando este livro humilde à circulação das idéias renovadoras – trabalho despretensioso que não chega a valer um grão de trigo da verdade -, imagino nestas cartas e crônicas, que passo às mãos do leitor amigo, um punhado de acendalhas para o lume da Nova Revelação, e repito, reverente, ante a bondade do Eterno Amigo:

– Ah! Senhor! Compreendo a significação de teus apelos e a grandeza de tua magnificência, mas perdoa ao pequenino servo que sou, se nada mais tenho de mim para te dar!”

Uberaba, 18 de abril de 1966.