JUNHO – Como explicar os conflitos em família?

Seriam consequência de outras existências? Nem sempre. Muitos de nossos conflitos são resultados de nossas más escolhas e do mau uso de nosso livre-arbítrio. O modo como os pais educam os filhos dando-lhes tudo o que pedem sem nada exigirem em troca; esforçando por poupá-los de experiências duras, mas proveitosas; fazendo vistas grossas para os seus erros; não observando o comportamento de seus filhos e suas companhias; pondo em suas mãos automóveis e motocicletas, sob a alegação de que “meu filho vai ter todas as coisas que eu não tive”; não fiscalizando o uso que os filhos fazem dos computadores e das viagens pela internet, assim como o seu desempenho escolar, é atitude que, cedo ou tarde levará a conflitos, produzindo dores e sofrimentos que poderiam ser evitados. Em segundo lugar, muitas desavenças e conflitos podem ter sua origem em vidas passadas. A família é um espaço criado por Deus para que os Espíritos sem afinidade ou inimigos possam se afinar ou acabar com o ódio que nutrem um pelo outro. O mandamento de Jesus sobre amar os inimigos é vivido, muitas vezes, no seio da família. Graças à cortina do esquecimento das vidas passadas, a mãe pode receber em seus braços, frágil e balbuciante, o inimigo de vidas pretéritas. Estabelecerá com ele laços de amor e carinho, e quando ambos desencarnarem, depois de passarem muitos anos como mãe e filho, o ódio do passado terá diminuído consideravelmente. Os laços de família são um forte elemento para que a relação de ódio diminua. Um aluno meu certo dia me confidenciou: “Eu não mato aquele cara por que ele é meu irmão”. Isso significa dizer que o mataria se não fosse o laço de sangue. Assim é a família: o ponto de encontro, ninho abençoado onde cada um de nós tem a oportunidade de rever os erros do passado, de acabar com as hostilidades de outras vidas e de exercitar o amor no mais pleno sentido dessa palavra.

Por José Carlos Leal

Família  – Livro: O jovem espírita quer saber