Alguns artigos do Código penal da vida futura

1º – A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

2º A completa felicidade prende-se à perfeição, isto é, à purificação completa do Espírito. Toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e de privação de gozo, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

10º – O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a conseqüência das suas imperfeições. As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências.

16º – O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.

17º – O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal.

20º – Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona.

LIVRO DE MARÇO

O Céu e o Inferno

Allan Kardec

 

Este é o quarto livro do chamado pentateuco kardequiano, ou seja, é um dos cincos livros principais da Codificação. Nele estão contidas anotações de Kardec sobre os ensinamentos dados pelos Espíritos a respeito da justiça divina.

Além do depoimento de diversos Espíritos nas mais variadas condições espirituais, o que constitui a 2ª parte desta obra, na 1ª parte Kardec faz uma análise preciosa das diversas correntes filosóficas que ainda hoje persistem sobre os destinos da alma após a morte, tais como: o céu, o inferno, o purgatório, os anjos, os demônios, etc.

Em um dos capítulos notáveis, onde é apresentada a visão espírita sobre as penas futuras, Kardec escreve o Código penal da vida futura, em que fica patente a justiça divina sob um prisma lógico e consolador.

Isso explica o nome completo que foi dado ao livro: O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo.

Trechos do livro do mês

[…] Naquela noite especial de setembro, após ouvidos os clarins que
ecoaram por toda parte, reunimo-nos em um imenso anfiteatro sem
teto, que nos permitia ver o turbilhão de astros bailando na luz que
emitiam e na sinfonia inimaginável que produziam, como se fosse um
mágico espetáculo celestial.

…] As comunidades que trabalhariam no Brasil, sob o comando de
Ismael, obedeciam à programação específica, qual ocorreria nas
diversas nações, conforme suas tradições e costumes, ética e
confissões religiosas ou não. Entidades elevadas que contribuíram
para o progresso da Humanidade na área da saúde no passado
participariam dos laboratórios de pesquisas, inspirando os seus
devotados companheiros encarnados. Outros Espíritos, igualmente
especializados na área da saúde, hospedar-se-iam nos nosocômios
tradicionais e improvisados, considerando-se o volume de pacientes
que necessitariam de apoio e terapêutica especializada. Alguns dos
subgrupos permaneceriam numa das capitais do país, … sob a
supervisão de Euripedes Barsanulfo, em homenagem à sua
desencarnação em 2 de novembro de 1918, pela gripe espanhola.

[…] Fiquei perplexo ao observar que os pacientes que chegavam,
invariavelmente, estavam acompanhados por espíritos vulgares,
alguns dos quais se adentravam na sala de consulta, enquanto outros,
mais hábeis ou perversos, afastavam-se e ficavam em atitudes de
deboche e sarcasmo em relação às pessoas que vinham ao
nosocômio. Assim aguardavam o resultado dos exames e
prosseguiam no comportamento a que estavam acostumados. As
suas interferências na conduta das pessoas eram visíveis e
lamentáveis, parecendo que se nutriam reciprocamente.

LIVRO DE FEVEREIRO

No Rumo do Mundo de Regeneração

Manoel Philomeno de Miranda

psic. de Divaldo P. Franco

 

Este livro é um breve relato em torno do intercâmbio entre as duas esferas da vida, especialmente cuidando das perturbações espirituais resultantes da suprema ignorância que se permitem os Espíritos infelizes, na sua luta inglória contra o Mestre Jesus e Sua doutrina. De alguma forma, faz parte da série que iniciamos com o Transição planetária e o Amanhecer de uma era nova, abordando os desafios modernos em forma de obsessões coletivas e individuais, especialmente nas Sociedades Espíritas sérias dedicadas à renovação da sociedade, bem como nos grupamentos humanos que se dedicam ao progresso e à felicidade das criaturas.

Jesus vela pela barca terrestre e condu-la com segurança ao porto de abrigo, sendo infrutuosas todas as tentativas de dificultar-Lhe o ministério de amor e de misericórdia. Desejamos com a presente obra alertar os companheiros inadvertidos ou descuidados dos deveres espirituais assumidos antes do renascimento carnal, quanto às suas responsabilidades morais na condição de trabalhadores da última hora, comprometidos com os benfeitores da Humanidade que neles confiam.”

Manoel Philomeno de Miranda

Mensagem da ilustre visitante

Ao silenciar, a visitante ergueu-se e com um breve sorriso no rosto angelical, saudou-nos com simplicidade, dizendo-nos:

– Venho em nome do Amor não amado, rogar-vos ajuda para a comunidade cristã-espírita que, neste momento, experimenta severos testemunhos.

«O amor a Jesus em todas as épocas da Humanidade sempre tem provocado a ira dos adversários da Verdade que O temem, investindo com ferocidade contra os seus vexilários, na ilusão de que ao destruírem os seus corpos, aniquilam os seus ideais.

«Não ignoramos que as forças do Mal, ensandecidas e furiosas, ante o crescimento dos adeptos do Consolador, que vem recuperar os Espíritos enfermos, desertores e extraviados, a fim de trazê-los de volta ao Cordeiro de Deus, sentem-se ameaçadas e, após reorganizações bem-urdidas, atacam-nos com inclemência, tanto de forma sutil como em enfrentamentos dolorosos. Utilizando-se da debilidade moral de muitos conversos que não amadureceram psicologicamente nos estudos sérios do Espiritismo, deles se utilizam como insatisfeitos e agressivos, perturbadores das hostes doutrinárias, de modo a criarem situações embaraçosas, de difícil solução pelos arrastamentos de outros invigilantes que a ação maléfica proporciona.»

(Trecho do livro do mês)