Trechos da mensagem inicial do livro NOSSO LAR

5 de julho de 2018

A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é jogo escuro das ilusões.

[...] Cerrar os olhos carnais constitui operação demasiadamente simples.

Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.

Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!…

Seria extremamente infantil a crença de que o simples “baixar do pano” resolvesse transcendentes questões do Infinito.

Uma existência é um ato. Um corpo – uma veste. Um século – um dia. Um serviço – uma experiência. Um triunfo – uma aquisição. Uma morte – um sopro renovador.

Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

[...] A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade. Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos. Não atormentaremos alguém com a ideia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que “o espírito sopra onde quer”.

LIVRO DE JULHO

NOSSO LAR

André Luiz – psic. F.C.Xavier

 

Você já leu este livro?

A leitura desta obra representa a abertura para uma visão mais clara sobre a realidade da vida espiritual que nos aguarda a todos e o verdadeiro espírita não pode deixar de buscar a formação desta visão.

Por este motivo, ao analisar a expressão de Jesus “Meu reino não é deste mundo”, no capítulo II do Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec afirma que “sem a vida futura, nenhuma razão de ser teria a maior parte dos seus preceitos morais, donde vem que os que não crêem na vida futura, imaginando que ele apenas falava na vida presente, não os compreendem, ou os consideram pueris.”

Mas se você já leu, até mais de uma vez, porque não relê-lo? A releitura de uma obra desta magnitude sempre nos remete a reflexões novas que não sugiram na primeira leitura, porque nossa experiência de vida hoje é maior.

Alguns artigos do Código penal da vida

6 de junho de 2018

1º – A alma ou Espírito sofre na vida espiritual as conseqüências de todas as imperfeições que não conseguiu corrigir na vida corporal. O seu estado, feliz ou desgraçado, é inerente ao seu grau de pureza ou impureza.

2º A completa felicidade prende-se à perfeição, isto é, à purificação completa do Espírito. Toda imperfeição é, por sua vez, causa de sofrimento e de privação de gozo, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos.

10º – O Espírito sofre, quer no mundo corporal, quer no espiritual, a conseqüência das suas imperfeições. As misérias, as vicissitudes padecidas na vida corpórea, são oriundas das nossas imperfeições, são expiações de faltas cometidas na presente ou em precedentes existências.

16º – O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta por si só; são precisas a expiação e a reparação. Arrependimento, expiação e reparação constituem, portanto, as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza os travos da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.

17º – O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são conseqüentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal.

20º – Quaisquer que sejam a inferioridade e perversidade dos Espíritos, Deus jamais os abandona.

LIVRO DE JUNHO – 2018

O Céu e o Inferno

Allan Kardec

 

Está sendo comemorado, neste ano, os 160 anos da publicação deste livro, que é um dos cincos livros principais da Codificação.

Nele estão contidas anotações de Kardec sobre os ensinamentos dados pelos Espíritos a respeito da justiça divina. Nota-se a inspiração dos  Espíritos que o assistiram na elaboração de toda a Codificação.

Além do depoimento de diversos Espíritos nas mais variadas condições espirituais, o que constitui a 2ª parte desta obra, na 1ª parte Kardec faz uma análise preciosa das diversas correntes filosóficas que ainda hoje persistem sobre os destinos da alma após a morte, tais como: o céu, o inferno, o purgatório, os anjos, os demônios, etc.

Em um dos capítulos notáveis, onde é apresentada a visão espírita sobre as penas futuras, Kardec escreve o Código penal da vida futura, em que fica patente a justiça divina sob um prisma lógico e consolador.

Isso explica o nome completo que foi dado ao livro: O Céu e o Inferno ou a justiça divina segundo o Espiritismo.

Ressentimento, culpa, ciúme e ansiedade

6 de maio de 2018

É compreensível o surgimento de uma certa frustração e mesmo de desagrado diante de confrontos e de agressões promovidos por outrem, dando lugar a mágoas, que são uma certa aflição de caráter transitório, não, porém, à instalação do ressentimento. Segundo Spinoza, “a emoção que é sofrimento deixa de sê-lo no momento em que dela formamos uma ideia clara e nítida”. Enquanto fixada em algum dos instintos básicos, a emoção é geradora de sofrimento, em face dos impositivos de que se reveste, como fenômeno sem controle, como capricho decorrente de imaturidade psicológica.

[...]Duas são as causas psicológicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consciência que se sente responsável por males que haja praticado em relação a outrem e a que tem sua origem na infância, como decorrente da educação que é ministrada. A culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente.

[...]Porque não consegue manter um bom nível de autoestima, (o ciumento) acredita não merecer o carinho nem o devotamento de outrem, afligindo-se, em razão do medo de perder-lhe a companhia. Esse tormento faz-se tão cruel, que se encarrega, inconscientemente, de afastar a outra pessoa, tornando-lhe a convivência insuportável, em face da geração de contínuos conflitos que o inseguro se permite.

[...]O quadro de ansiedade varia de um para outro indivíduo, embora, as características sintomatológicas sejam equivalentes. Estressando-se com facilidade, em razão da falta de autoconfiança e de harmonia interna, o paciente tende a padecer transtornos depressivos, quase sempre de natureza bipolar, com graves ressonâncias nos equipamentos neuronais.

(Trechos dos capítulos 5 a 8 do livro do mês)

LIVRO DE MAIO – 2018

Conflitos Existenciais

Joanna de Ângelis – psic. Divaldo P.Franco

 A sugestão do livro do mês foi mantida, tendo em vista que, além de ter sido escolhido como o livro base de estudo dos pais da Escola Espírita de Evangelho Gamaliel, os jovens da Juventude Espírita Abel Gomes estarão estudando-o em uma unidade de 7 estudos que se iniciaram no final de abril e terminarão no início de junho.

Assim, os mais graves e palpitantes assuntos, tais como: o medo, a raiva, a preguiça, o ciúme, o violência, o amor, a morte, as fugas psicológicas e tantos outros conflitos, estão sendo abordados sob as diretrizes que a benfeitora espiritual definiu neste livro.

Fugas, preguiça, raiva e medo

12 de abril de 2018

[...] as sucessivas descargas emocionais perturbadoras de tal forma sobrecarregam os nervos que, invariavelmente, transferem aquelas mais difíceis de contornadas e aceitas, para os arquivos do inconsciente, dando lugar às fugas psicológicas em que se comprazem muitos pacientes. Ao invés dos enfrentamentos dos problemas com naturalidade, determinadas predisposições emocionais impedem a aceitação das ocorrências mais exaustivas, produzindo um mecanismo automático escapista, mediante o qual parece livrar-se da dificuldade, quando, apenas, posterga.

A preguiça [...] surge, naturalmente, expressando-se como efeito de algum tipo de cansaço ou mesmo necessidade de repouso, de recomposição das forças e do entusiasmo para a luta existencial. Todavia, quando se torna prolongado o período reservado para o refazimento das energias, optando-se pela comodidade que se nega às atitudes indispensáveis ao progresso, apresenta-se como fenômeno anômalo.

A raiva é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego sente-se ferido, liberando esse abominável adversário que destrói a paz no indivíduo. Instala-se inesperadamente, em face de qualquer conflito expresso ou oculto, desferindo golpes violentos de injúria e de agressividade. [...] De algum forma, a raiva é um mecanismo de defesa do referido instinto de conservação da vida, que se opõe a qualquer ocorrência que interpreta como agressão, reagindo, de imediato, quando deveria agir de maneira racional.

Todos são vítimas do medo em relação ao desconhecido como ocorrência normal. Quando se aguarda a concretização de algo ambicionado, é natural que ocorram dúvidas em forma de medo da sua não viabilidade; quando alguém se afeiçoa por outrem ocorre o medo de não ser correspondido; em face da instabilidade dos fenômenos existenciais o medo ocupa um lugar de destaque, assim como ocorre a outros sentimentos. Todavia, quando extrapola, gerando situações conflitivas, dando largas à imaginação atormentada, propiciando ansiedade, sudorese, arritmia cardíaca, identifica-se a de imediato um pavor que assoma e ameaça a estabilidade emocional.

(Trechos do livro do mês)

LIVRO DE ABRIL – 2018

Conflitos Existenciais

Joanna de Ângelis – psic. Divaldo P.Franco

 

No seu estilo inconfundível, o Nobre Espírito Joanna de Ângelis resume, nesta obra, vários comportamentos perturbadores que se apresentam como testes de resistência para o indivíduo humano, enfocados à luz da psicologia, da psicanálise e da psiquiatria, porém sob o prisma da Doutrina Espírita.

Aqui, desfilam os mais graves e palpitantes assuntos, sobre os quais discorre com grande saber e perícia , tais como: o medo, a raiva, a preguiça, o ciúme, o violência, o amor, a morte, as fugas psicológicas e tantos outros conflitos. Todos eles que fazem parte do universo desta joia que nos é oferecida pela Espiritualidade Maior.

Toc-toc-toc

27 de fevereiro de 2018

Sabemos que a evocação do passado e o registro do presente dependem das conexões entre os neurônios, as chamadas sinapses. Há uma perda de ambos com o passar do tempo. O cérebro também envelhece. Mas, e o Espírito? Não reside no ser pensante, imortal, a sede da memória? Não está o Espírito isento de degeneração celular?

Obviamente, sim! Ocorre que, enquanto encarnados, dependemos do corpo para as inserções mneumônicas na dimensão física, tanto quanto o pianista depende do piano ou o orador depende das cordas vocais. Uma das razões pelas quais não temos consciência das vidas anteriores é a ausência de registros relacionados com elas em nosso cérebro. Pelo mesmo motivo, temos dificuldades para lembrar as experiências extracorpóreas, durante as horas de sono, na emancipação da alma, como define Allan Kardec.

[...] Sabe-se hoje que é possível prolongar o viço, cultivando existência saudável – ginástica, alimentação adequada, disciplina de trabalho e repouso, ausência de vícios…

[...] A experiência demonstra: as pessoas que cultivam o hábito de ler chegam mais longe com lucidez, preservam a memória, não obstante o avançar dos anos.

[...] Um velhinho de oitenta anos propôs-se a tocar piano. O professor alertou:

- Estudo longo e cansativo. Pela ordem natural, o senhor não usufruirá desse aprendizado.

E ele, animado:

- De forma alguma! Se não der para tocar aqui, serei pianista no Além!

Certíssimo! É assim que crescemos espiritualmente e mantemos “azeitadas” as engrenagens da mente, para que nunca nos falte esse elan que valoriza e torna feliz a existência, promovendo nossa evolução.

(Trecho do livro do mês)

LIVRO DE MARÇO – 2018

Abaixo a depressão

Richard Simonetti

 Quaisquer que sejam suas origens, geralmente a depressão instala-se a partir de nossas disposições íntimas e da maneira como enfrentamos os desafios da existência.

Nesse particular, a experiência tem ensinado que o bom humor e a reflexão, o rir aliado ao refletir, fortalecem o ânimo e iluminam caminhos, permitindo-nos evitar ou deixar seus escuros abismos, marcados pelo desencanto de viver.

Não há depressão que resista ou se instale num coração risonho, plugado em cérebro disposto a justificar sua existência com o exercício da razão.

Essa é a proposta deste livro, conforme o estilo consagrado do autor, oferecendo páginas bem humoradas como introdução a reflexões sobre a existência humana que nos permitem espantar tensões e angústias que alimentam a depressão.