A Mensagem-revelação

(…) Expressivo número, porém, permanece em situações de agressividade e indiferença emocional, tornando-se instrumentos de provações rudes para a sociedade que desdenha. Fruem da excelente ocasião que, malbaratada, as recambiará a mundos primitivos, nos quais contribuirão com os conhecimentos de que são portadores, sofrendo, no entanto, as injunções rudes que serão defrontadas. (…) Da mesma forma que, da nossa Esfera, descerão ao planeta terrestre, como já vem sucedendo, milhões de Espíritos enobrecidos para o enfrentamento inevitável entre o amor abnegado e a violência destrutiva, dando lugar a embates caracterizados pela misericórdia e pela compaixão, outros missionários da educação e da solidariedade, que muito se empenharam em promove-las, em existências pregressas, estarão também de retorno, contribuindo para a construção da nova mentalidade desde o berço, assim facilitando as alterações que já estão ocorrendo, e sucederão com maior celeridade …

(…) As grandes transformações, embora ocorram em fases de perturbação do orbe terrestre, em face dos fenômenos climáticos, da poluição e do desrespeito à Natureza, não se darão em forma de destruição da vida, mas de mudança de comportamento moral e emocional dos indivíduos, convidados uns ao sofrimento pelas ocorrências e outros pelo discernimento em torno da evolução. (…) Trata-se, portanto, de um movimento que modificará o planeta para melhor, a fim de auxiliá-lo a alcançar o patamar que lhe está reservado. Quem não se entrega à luta, ao movimento, candidata-se ao insulamento.”

(Manoel P. Miranda  – Cap 3 do livro do mês)

LIVRO DE NOVEMBRO

Transição Planetária

Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda

psic. de Divaldo P. Franco

 

Este é o primeiro livro de uma trilogia do Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Foi psicografado por Divaldo Pereira Franco, logo após o grave tsunami ocorrido em 2004, no oceano Índico, atingindo diversos países, especialmente a Indonésia e a Tailândia, e matando em um único dia mais de 230 mil pessoas. Este evento despertou na Humanidade um sentimento de que grandes transformações começavam a acontecer e que a Humanidade precisaria repensar seus valores para construir uma nova era.

Quando, Kardec pergunta aos Espíritos: “Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?”, a resposta veio simples e afirmativa: “Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? […]são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.”

O autor espiritual explica-nos como esse acontecimento se desenrolou no plano espiritual. Além disso, nos revela os movimentos dos planos superiores, na preparação de uma nova era, onde diversos acontecimentos se desenvolvem com este fim, como, por exemplo, a chegada e a encarnação de Espíritos vindo de outro sistema estelar para acelerar o processo de transformação que ora se desenvolve na Terra.

Trecho do capítulo 1 do livro de Outubro

Comemorava-se ainda em toda a França um dos maiores acontecimentos que sacudiram os seus destinos gloriosos e os destinos do mundo, porque nenhum acontecimento importante da França deixou jamais de se irradiar para além das suas fronteiras: Napoleão Bonaparte, jovem herói de inesquecíveis batalhas, […] o primeiro-cônsul do Diretório famoso, após a queda da realeza, sobre o qual tantas esperanças repousavam, fora coroado Imperador dos franceses, sob os mais lisonjeiros auspícios de um povo exausto de apreensões e sofrimentos, povo que estremecia ainda à trágica lembrança dos dias do Terror e da guerra da Vendéia, que regaram de sangue a pátria venerável. Era assunto preferido, em todas as comunidades da França, a capacidade do grande general para conduzir as rédeas do governo à altura conveniente a uma nação civilizada, seus predicados de político astuto e sagaz, sua ousadia de soldado. Muitos nobres franceses, exilados desde antes de 1793, regressavam agora à pátria, saudosos e confiantes, tolerando a usurpação do trono que, por direito, cabia aos Orléans, esperançados de uma fruição de paz permitida por um governo bem mais dignificante, porque um Império, do que aquele que se pretendera impor sob a inspiração da Convenção Nacional, enquanto antigos republicanos depunham opiniões liberais para servirem ao grande corso, que tantas glórias já conquistara para as armas francesas, elevando a pátria no conceito mundial. E, na cidade de Lyon, num extremo da grande nação, nascia aquele que seria o escolhido do Alto para oferecer ao mundo a mensagem do Consolador, que o Cristo prometera aos homens para seu conselheiro e protetor nas asperidades da existência: Hippolyte Léon Denizard Rivail, o Allan Kardec, autor da codificação do Espiritismo.

LIVRO DE OUTUBRO

O Drama da Bretanha

Pelo Espírito Charles – psic. de Yvonne Pereira

 

Este é o terceiro livro da trilogia do Espírito Charles pela psicografia de Yvonne Pereira. Este último foi iniciado pelo Espírito Roberto de Canalejas. Como ela afirma em seu prefácio, “reencarnou, porém, logo depois de haver iniciado o ditado, numa resolução inadiável, a bem do próprio progresso, e não conseguiu terminar a obra. Eu era, então, muito jovem e inexperiente, ensaiava a literatura mediúnica sob orientação dos mentores espirituais, logo após o desenvolvimento da faculdade psicográfica, e a obra saiu imperfeita. Passaram-se os anos. Eu temia destruir os manuscritos porque considerava bela a narração, e por isso guardava-os como recordação do amigo Roberto que, como Espírito, tantas provas de afeição me havia dado”.

Em 9 de março de 1972, ao redigir seu prefácio, ela continua: “Há cerca de sete meses, porém, quando eu já considerava nada mais haver a fazer com os apontamentos guardados, apresenta-se o amigo espiritual Charles e diz: – Reconstruiremos “o drama da Bretanha”. Seria injusto que perdêssemos uma obra que recebeu o beneplácito do Alto para ser divulgada. E hoje ofereço ao leitor estas páginas que, espero, poderão servir aos necessitados de amor e justiça.”