SUBLIME ENCANTAMENTO

11 de dezembro de 2017

Chegara o momento em que Jesus deveria iniciar o Seu ministério.

Num magnífico dia de sol, enquanto todos laboravam como de costume, Êle saiu a pescar homens para o Seu reino, para a implantação de uma diferente Era como jamais dantes ou depois houvera ou se repetiria.

Caminhando vagarosamente acercou-se de uma barca onde os irmãos Pedro e André, irmãos Boanerges (por Jesus apelidados como filhos do trovão) se encontravam e, após fitá-los demoradamente, produzindo nos observados certa estranheza, pois que O não conheciam, disse:

- «Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.» (Mateus cap. 4, 19)

Uma harmonia em comum penetrou-lhes as almas e eles ficaram extasiados. Ninguém nunca lhes falara naquele tom, daquela forma. O estranho continuou olhando-os de maneira transparente e doce, aguardando.

Na acústica do ser identificaram aquela voz que parecia adormecida por muito tempo e agora ecoava suavemente.

Não sabiam qual era a intenção dÊle, nem os recursos que possuía, sequer podiam identificar o a que se referia, percebendo somente que era irresistível o Seu convite.

Desse modo, magnetizados pela Sua presença, deixaram o que estavam diligenciando e O seguiram.

(Trechos do cap. 4 do livro do mês)

LIVRO DE DEZEMBRO – 2017

VIVENDO COM JESUS

 Amélia Rodrigues – psic. Divaldo P. Franco

 “…Veio Jesus, o peregrino cantor da Galiléia, e apresentou a chave da harmonia, da autorealização, em um conceito simples, numa linguagem destituída de atavismo, numa lógica incomum, apresentando o amor, puro e simples, como sendo a única e eficaz solução para todos os enigmas e conflitos.

Enquanto vicejarem a força e o poder desmedido, sempre se apresentarão a desdita e o desespero como resposta da vida a esses vassalos da inferioridade humana…”

Em uma de suas mensagens memoriáveis, por intermédio da mediunidade privilegiada de Divaldo Franco, o Espírito iluminado Amélia Rodrigues nos apresenta uma coletânea de cônicas da vida de Jesus e seu apostolado.

São mensagens de fé, de esperança, de caridade, de amor incondicional ao próximo, de entrega total ao apostolado do bem, na palavras singelas do Espírito que já se consagrou como a cronista dos Evangelhos, narrados e comentados com uma sensibilidade literária incomum.

BOA NOVA

14 de novembro de 2017

Os historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto os profundos contrastes da gloriosa época de Augusto. Caio Júlio César Otávio chegara ao poder, não obstante o lustre de sua notável ascendência, por uma série de acontecimentos felizes. As mentalidades mais altas da antiga República não acreditavam no seu triunfo. Aliando-se contra a usurpação de Antônio, com os próprios conjurados que haviam praticado o assassínio de seu pai adotivo, suas pretensões foram sempre contrariadas por sombrias perspectivas. Entretanto, suas primeiras vitórias começaram com a instituição do triunvirato e, em seguida, os desastres de Antônio, no Oriente, lhe abriram inesperados caminhos.

Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo, em breve todas as legiões se entregavam, sem resistência, ao filho do soberano assassinado.

Uma nova era principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo. O grande império do mundo, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e de júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas.

Por toda parte levantavam-se templos e monumentos preciosos. O hino de uma paz duradoura começava em Roma para terminar na mais remota de suas províncias, acompanhado de amplas manifestações de alegria por parte da plebe anônima e sofredora.

A cidade dos Césares se povoava de artistas, de espíritos nobres e realizadores. Em todos os recantos, permanecia a sagrada emoção de segurança, enquanto o organismo das leis se renovava, distribuindo os bens da educação e da justiça.

Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais espíritos belicosos, como Alexandre ou Aníbal, porém outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos.

É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial. la chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras. A Humanidade vivia, então, o século da Boa Nova. Era a “festa do noivado” a que Jesus se referiu no seu ensinamento imorredouro.                                                                                                                                       (Cap. 1 do livro do mês)

LIVRO DE NOVEMBRO – 2017

Boa Nova

 Humberto de Campos – psic. F.C.Xavier

 

Estamos nos aproximando do encerramento das atividades da Escolinha e o mês de novembro é sempre uma oportunidade renovada de revermos os acontecimentos associados à vida de Jesus.Por outro lado, a aproximação do XXVII COMEMORAR, também é uma boa motivação para recomendarmos ainda uma vez a leitura deste livro de Humberto de Campos. Neste evento, os jovens da JEAG, de outras mocidades, bem como os que estão vindo da Escolinha, com seus pais, são convidados a participar de uma reflexão em torno de Jesus, bem como de uma oportunidade de confraternização e vivência da arte.

Nestes encontros Jesus é o tema central que é sempre associado a uma temática atual da vivência dos jovens.

Nos meses de outubro e novembro este livro vem sendo estudado com os jovens da JEAG e esperamos que essa possa ser uma boa motivação para que os leitores deste informativo se interessem também.

 

JESUS E O PRECURSOR

6 de outubro de 2017

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. (…) Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais.

- O que me espanta – dizia Isabel com caricioso sorriso – é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

- Essas crianças, a meu ver – respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos -, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores… Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, contentemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

(…) Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou:

- Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados  pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos da pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel.

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa:

- Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!… Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!” Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante:  Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida… Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele:  “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor.” No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio  – concluiu a palavra materna com singeleza -, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!

                                                                                        (Cap. 2 do livro do mês)

LIVRO DE OUTUBRO – 2017

Boa Nova

 Humberto de Campos – psic. F.C.Xavier

 

Assim nos fala, em um trecho, o autor a respeito deste livro:

“Meu problema atual não é o de escrever para agradar, mas o de escrever com proveito. Sei quão singelo é o esforço presente; entretanto, desejo que ele reflita o meu testemunho de admiração por todos os que trabalham pelo Evangelho no Brasil.

Nas esferas mais próximas da Terra, os nossos labores por afeiçoar sentimentos, a exemplo do Cristo, são também minuciosos e intensos. Escolas numerosas se multiplicam, para os espíritos desencarnados. E eu, que sou agora um discípulo humilde desses educandários de Jesus, reconheci que os planos espirituais têm também o seu folclore. Os feitos heróicos e abençoados, muitas vezes anônimos no mundo, praticados por seres desconhecidos, encerram aqui profundas lições, em que encontramos forças novas. Todas as expressões evangélicas têm, entre nós, a sua história viva. Nenhuma delas é símbolo superficial. Inumeráveis observações sobre o Mestre e seus continuadores palpitam nos corações estudiosos e sinceros.

Dos milhares de episódios desse folclore do céu, consegui reunir trinta e trazer ao conhecimento do amigo generoso que me concede a sua atenção.”

Conhecer os relatos contidos no Evangelho, com uma linguagem própria dos dias atuais e impregnados de informações colhidas dos registros do Plano Espiritual, nos faz entrar em contato com as cores vivas da realidade vivida pelos Seus discípulos.

REFREGAS DA EVOLUÇÃO

2 de setembro de 2017

Apesar das rudes refregas da luta, não te deixes abater.

Sob o peso de indescritíveis aflições, não te guardes à sombra do desalento.

Mesmo que os caminhos estejam refertos de dificuldades, não estaciones desanimado na jornada empreendida.

Aprende com a natureza: a terra sacudida pelo desvario dos ventos renova-se, cessada a tormenta; o solo encharcado retoma a verdura, e o arvoredo esfacelado cobre-se novamente de flores.

Em toda parte a vida se renova incessantemente, sob o látego das aflições, convidando-te a imitar-lhe o exemplo.

Não permitas, assim, que o pessimismo, esse conselheiro soez, balbucie aos teus ouvidos expressões de desencanto em relação às tarefas elegidas.

Recorda Jesus, abandonado, traído, em extrema solidão, plantando sozinho a espada luminosa do dever, desde então transformada em marco de luz para a Humanidade inteira.

(trecho de do livro do mês)

LIVRO DE SETEMBRO – 2017

Leis Morais da Vida

Joanna de Ângelis

Psic. Divaldo P. Franco

 

Nesta obra a benfeitora espiritual Joanna de Ângelis nos traz diversos ângulos enriquecedores de cada uma das dez leis morais definidas por Allan Kardec na 3ª parte do Livros dos Espíritos.

Com isso, para cada lei, analisa os aspectos contidos na codificação acrescentando sua visão enobrecedora sob diversos tópicos.

Como um exemplo, na lei de reprodução, analisa os seguintes tópicos:

- Perante a vida

- Limitação de filhos

- Filho deficiente

- Deveres dos pais

- Deveres dos filhos

- Afinidade e sintonia

No seu dizer, a mentora fala no início da obra: “a modesta contribuição ora reunida neste volume objetiva despertar sentimentos elevados, clarear mentes em aflição ou que dormem na ignorância das verdades espirituais, contribuindo com as Vozes do Céu no desiderato da edificação da nova Humanidade com Jesus para o milênio porvindouro”.

Atualizando, sua expressão, já que foi psicografada em 1975, para este novo milênio.

PROLEGÔMENOS

5 de agosto de 2017

Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente. A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos. As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.

Os espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

(trecho de Prolegômenos em O Livros dos Espíritos)

LIVRO DE AGOSTO – 2017

O Livro dos Espíritos

Allan Kardec

 Primeiro livro publicado por Kardec, o Livro dos Espíritos definiu um marco decisivo em nossa evolução. Suas perguntas, rica e inteligentemente elaboradas pelo codificador, iniciou uma nova era de comunicações com os Espíritos Superiores.

Apresentado por Kardec em sua página inicial como Filosofia Espiritualista, ele transcendeu à filosofia comum apresentando um conteúdo cientifico revelador, sobre cujas bases se estruturaria, poucos anos após, o caráter divino das explicações para as máximas morais de Jesus.

Após uma rica introdução abordando alguns tópicos principais, Kardec dividiu o conjunto das perguntas e respostas em quatro partes para as quais gerou um novo livro que formaria a base da Doutrina Espírita.

Da 1ª parte (questões sobre a criação e o Criador) publicou o livro A Gênese. Da 2ª parte (questões sobre o mundo espiritual e sua relação com a vida física) publicou O Livro dos Médiuns. Da 3ª parte (questões sobre as leis morais) publicou O Evangelho Segundo o Espiritismo. E da 4ª parte (questões sobre as esperanças e consolações) publicou O Céu e o Inferno.

Nestes 160 anos que se completam de sua publicação, desejamos agradecer ao emérito codificador por sua grande e nobre tarefa.