LIVRO DE NOVEMBRO

Primícias do Reino

Amélia Rodrigues– psic. Divaldo P. Franco

 

A autora demonstra a sua grande sensibilidade ao trazer-nos as recordações da passagem de Jesus pela Terra. Ergue-nos a imaginação a alturas que não somos ainda capazes de alçar por nós mesmos. Faz-nos sentir o Meigo Rabino como se estivéssemos em Sua suave presença junto aos homens daquela época.

Algumas das passagens mais relevantes do Novo Testamento são aqui apresentadas com detalhes e cores não contidos no livro sagrado das Escrituras cristãs.

Aqui as situações se desdobram e são contextualizadas de modo a nos dar uma visão muito mais ampla dos acontecimentos.

Para nós ainda é muito difícil alcançar a extensão e a gravidade da vinda de Jesus entre os homens. Mas Amélia Rodrigues no-Lo aproxima de tal modo que torna-se mais simples entender que o Seu amor pela Humanidade terrena ultrapassou os limites estreitos da carne para fazer-se luz à nossa ignorância.

As Boas Novas

O mergulho de Jesus nos fluidos grosseiros do orbe terráqueo é a história da redenção da própria humanidade, que sai das furnas do “eu” para os altos píncaros da liberdade.

Vivendo nos reinados de Augusto e Tibério cujas vidas assinalaram com vigor inusitado a História, o Seu berço e Seu túmulo marcaram indelevelmente os tempos, constituindo sinal divisório da Civilização, acontecimento predominante nos fastos da vida humana.

Aceitando como berço o reduto humílimo de uma estrebaria, no momento significativo de um censo, elaborou, desde o primeiro momento, a profunda lição da humildade para inaugurar um reinado diferente entre as criaturas, no justo momento em que a supremacia da força entronizava o gládio e a púrpura atapetava o solo, alcatifando o piso por onde passavam os triunfadores.

E não se afastou, jamais, da diretriz inicial assumida: a de servo de todos.

***

Ele chega silencioso, pulcro, e fica.

Reúne a malta dos aflitos e os agasalha ao próprio peito.

Nada solicita, coisa alguma exige.

Admoesta e ajuda.

Verbera, rigoroso, e socorre.

As Suas Boas Novas são orquestradas pela musicalidade espontânea da Natureza, no cenário das primaveras e dos verões, entre as aldeias e o lago, no coração exuberante da Terra em crescimento…

E traído, magoado, encarcerado, vencido numa Cruz, elege uma tranquila e luminosa manhã para ressurgir, buscando uma antiga obsidiada para dizer-lhe que a vida não cessa, e que o Reino de Deus está dentro do coração…

(Amélia Rodrigues  no livro Primícias do Reino)

 

LIVRO DE OUTUBRO

Estudando a Mediunidade

Martins Peralva

 

Estudioso do Espiritismo e trabalhador dedicado na seara espírita, o autor nos apresenta neste livro o resultado do seu trabalho de estudo do livro “Nos Domínios da Mediunidade” do Espírito André Luiz, pela psicografia de quem ele teve o privilégio de haver comungado da intimidade, o nosso querido Chico Xavier,.

“Baseia-se, portanto, nas observações desse Espírito (André Luiz) quando, sob a esclarecida orientação do Assistente Áulus, e na companhia de Hilário, visitou diversos núcleos espíritas consagrados ao serviço mediúnico”, explica o próprio autor na Introdução.

Apresenta, de forma muito fácil e didática, com esquemas gráficos e desenhos, as anotações desenvolvidas nas aulas de seu estudo sistemático, capítulo a capítulo, do livro no Centro Espírita Célia Xavier.

Palavras ao Autor

Sim, meu amigo, observa a cachoeira que surge aos teus olhos.

É um espetáculo de beleza, guardando imensos potenciais de energia.

Revela a glória da Natureza.

Destaca-se pela imponência e impressiona pelo ruído.

Entretanto, para que se faça alicerce de benefícios mais simples, é indispensável que a engenharia compareça, disciplinando-lhe a força.

É então que aparece a usina generosa, sustentando a indústria, estendendo o trabalho, inspirando a cultura e garantindo o progresso.

Assim também é a mediunidade.

Como a queda-dágua, pode nascer em qualquer parte.

Não é patrimônio exclusivo de um grupo, nem privilégio de alguém.

Desponta aqui e ali, adiante e acolá, guardando consigo revelações convincentes e possibilidades assombrosas.

Contudo, para que se converta em manancial de auxílio perene, é imprescindível que a Doutrina Espírita lhe clareie as manifestações e lhe governe os impulsos.

Só então se erige em fonte contínua de ensinamento e socorro, consolação e bênção.

Estudemo-la, pois, sob as diretrizes kardequianas que nos traçam seguro caminho para o Cristo de Deus, através da revivescência do Evangelho simples e puro, a fim de que mediunidade e médiuns se coloquem, realmente, a serviço da sublimação espiritual.

(Emmanuel no prefácio do livro do mês)

LIVRO DE SETEMBRO

Livro dos Médiuns

Allan Kardec

 

Uma vez concluída a tarefa essencial de publicar O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, contendo as respostas das perguntas dirigidas aos Espíritos, Kardec deteve-se na preocupação de orientar os interessados da nova doutrina em como conduzirem-se no intercâmbio com a vida espiritual, fonte daqueles ensinos.

“Nem todos os Espíritos são de Deus”, já havia advertido o apóstolo João ao recomendar aos primeiros seguidores do Evangelho que o intercâmbio entre os dois planos da vida requer atenção e discernimento.

Assim, em 1861, ele publica O Livro dos Médiuns, que, no dizer do grande médium e orador espírita, Divaldo P. Franco, este livro é o maior tratado de parapsicologia escrito até hoje.

Se a fé reside em forças espirituais ainda impalpáveis para a grande parte da humanidade, será pelo estudo destas forças que lograremos consolidá-la em bases sólidas, “construindo nossa casa sobre a rocha”, na expressão simbólica de Jesus.