Falando de Amor

Autora: Maria Dolores (espírito)

 

Em se falando de amor,

Lembra a dura indiferença,

Quando a treva se condensa

Nas forças da negação;

Recorda a porta fechada,

O desprezo, a zombaria

De quem atravessa o dia

Com trancas no coração.

Por quem és, alma querida,

Foge à sombra que enregela,

Esparze a luz clara e bela

Que em ti seja paz e amor…

Tão curta é a vida na Terra,

Viajas no mundo apenas,

Semeia os dons que armazenas

E ampara seja a quem for.

Olvida mágoas e afrontas,

A quem te fira, perdoa…

Compadece-te e abençoa

Mesmo se alguém te maldiz;

De todas as criaturas,

Aquela que mais condena

É a que merece mais pena

Por ser a mais infeliz.

Há muito pesar pelo mundo,

Ânsia das horas perdidas,

Solidão de muitas vidas

Que tanta angústia contêm!…

Alma boa que me escutas,

Na fé que jamais se cansa,

Sê a benção da esperança

E a chama viva do bem!…

 

Do livro Seara de Fé, obra mediúnica psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier.

 

Carnaval e espiritualidade: um convite à reflexão

Certamente há muitos textos espíritas que criticam o Carnaval. Isso nos convida a uma reflexão sincera: o problema está na festa em si ou no olhar que lançamos sobre ela e nas intenções ao vivenciá-la? O Carnaval tem muitas faces. É, antes de tudo, uma grande festa popular, profundamente marcada pela cultura afro-brasileira. O samba, os tambores, as cores, as fantasias e a musicalidade expressam arte, beleza e identidade. Além disso, os desfiles e sambas-enredo transformam o Carnaval em um potente espaço de crítica sobre a vida em sociedade, dando voz às populações negras, indígenas e periféricas, com repercussão no Brasil e no mundo. Claro, existe o outro lado. Mas qual espaço humano não o tem? Pureza ou desequilíbrio não dependem do lugar, e sim das escolhas, intenções e atitudes de cada um. Quando falamos em “vibrações”, é importante lembrar que as vibrações de um ambiente são resultado do conjunto das vibrações que cada pessoa emite. Ainda assim, isso não nos exime da vigilância interior: é fundamental perceber em que medida determinado ambiente nos fortalece ou nos fragiliza e, sempre que necessário, fazer escolhas conscientes, buscando espaços e companhias que nos façam bem. Essa atenção a si mesmo, no entanto, não pode se transformar em julgamento apressado sobre o outro ou sobre quem faz escolhas diferentes das nossas. Quem pode afirmar conhecer o íntimo das pessoas que participam do Carnaval? Entre elas há trabalhadores, artistas, educadores e pessoas tão dignas quanto aquelas que frequentam instituições religiosas. O Carnaval também gera milhões de empregos e garante sustento e dignidade a inúmeras famílias, além de fortalecer a autoestima e a identidade cultural de quem constrói essa celebração. No fim, cada pessoa enxerga no Carnaval aquilo que carrega dentro de si: alguns veem arte, alegria e cultura; outros veem apenas excesso e desordem. Por isso, convidamos todos a vivenciarem o Carnaval com consciência e equilíbrio, reconhecendo-o como um espaço possível de convivência, aprendizado e expressão da alegria em sintonia com valores espirituais. 

 

Falando nisso, você conhece a COMEERJ?

A Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado do Rio de Janeiro acontece há 47 anos durante o Carnaval, reunindo jovens em um ambiente de estudo, arte, amizade e vivência do Espiritismo. Com oficinas, atividades integrativas e muita música, a COMEERJ é um verdadeiro exercício de fraternidade e transformação.
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