LIVRO DE OUTUBRO

Estudando a Mediunidade

Martins Peralva

 

Estudioso do Espiritismo e trabalhador dedicado na seara espírita, o autor nos apresenta neste livro o resultado do seu trabalho de estudo do livro “Nos Domínios da Mediunidade” do Espírito André Luiz, pela psicografia de quem ele teve o privilégio de haver comungado da intimidade, o nosso querido Chico Xavier,.

“Baseia-se, portanto, nas observações desse Espírito (André Luiz) quando, sob a esclarecida orientação do Assistente Áulus, e na companhia de Hilário, visitou diversos núcleos espíritas consagrados ao serviço mediúnico”, explica o próprio autor na Introdução.

Apresenta, de forma muito fácil e didática, com esquemas gráficos e desenhos, as anotações desenvolvidas nas aulas de seu estudo sistemático, capítulo a capítulo, do livro no Centro Espírita Célia Xavier.

Palavras ao Autor

Sim, meu amigo, observa a cachoeira que surge aos teus olhos.

É um espetáculo de beleza, guardando imensos potenciais de energia.

Revela a glória da Natureza.

Destaca-se pela imponência e impressiona pelo ruído.

Entretanto, para que se faça alicerce de benefícios mais simples, é indispensável que a engenharia compareça, disciplinando-lhe a força.

É então que aparece a usina generosa, sustentando a indústria, estendendo o trabalho, inspirando a cultura e garantindo o progresso.

Assim também é a mediunidade.

Como a queda-dágua, pode nascer em qualquer parte.

Não é patrimônio exclusivo de um grupo, nem privilégio de alguém.

Desponta aqui e ali, adiante e acolá, guardando consigo revelações convincentes e possibilidades assombrosas.

Contudo, para que se converta em manancial de auxílio perene, é imprescindível que a Doutrina Espírita lhe clareie as manifestações e lhe governe os impulsos.

Só então se erige em fonte contínua de ensinamento e socorro, consolação e bênção.

Estudemo-la, pois, sob as diretrizes kardequianas que nos traçam seguro caminho para o Cristo de Deus, através da revivescência do Evangelho simples e puro, a fim de que mediunidade e médiuns se coloquem, realmente, a serviço da sublimação espiritual.

(Emmanuel no prefácio do livro do mês)

LIVRO DE SETEMBRO

Livro dos Médiuns

Allan Kardec

 

Uma vez concluída a tarefa essencial de publicar O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, contendo as respostas das perguntas dirigidas aos Espíritos, Kardec deteve-se na preocupação de orientar os interessados da nova doutrina em como conduzirem-se no intercâmbio com a vida espiritual, fonte daqueles ensinos.

“Nem todos os Espíritos são de Deus”, já havia advertido o apóstolo João ao recomendar aos primeiros seguidores do Evangelho que o intercâmbio entre os dois planos da vida requer atenção e discernimento.

Assim, em 1861, ele publica O Livro dos Médiuns, que, no dizer do grande médium e orador espírita, Divaldo P. Franco, este livro é o maior tratado de parapsicologia escrito até hoje.

Se a fé reside em forças espirituais ainda impalpáveis para a grande parte da humanidade, será pelo estudo destas forças que lograremos consolidá-la em bases sólidas, “construindo nossa casa sobre a rocha”, na expressão simbólica de Jesus.

Trecho da Introdução de O Livro dos Médiuns

Desde alguns anos, o Espiritismo há realizado grandes progressos: imensos, porém, são os que conseguiu realizar, a partir do momento em que tomou rumo filosófico, porque entrou a ser apreciado pela gente instruída. Presentemente, já não é um espetáculo: é uma doutrina de que não mais riem os que zombavam das mesas girantes. Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno e por mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos úteis, do que provocando a torto e a direito manifestações que se prestariam a abusos. Disso temos cotidianamente a prova em o número dos que se hão tornado espíritas unicamente pela leitura de “O Livro dos Espíritos”.

Depois de havermos exposto, nesse livro, a parte filosófica da ciência espírita, damos nesta obra a parte prática, para uso dos que queiram ocupar-se com as manifestações, quer para fazerem pessoalmente, quer para se inteirarem dos fenômenos que lhes sejam dados observar. Verão, aí, os óbices com que poderão deparar e terão também um meio de evitá-los. Estas duas obras, se bem a segunda constitua seguimento da primeira, são, até certo ponto, independentes uma da outra.

Mas, a quem quer que deseje tratar seriamente da matéria, diremos que primeiro leia “O Livro dos Espíritos”, porque contém princípios básicos, sem os quais algumas partes deste se tornariam talvez dificilmente compreensíveis.

LIVRO DE JULHO

As Leis Morais

Rodolfo Calligaris

 

Ninguém contesta ser absolutamente indispensável habituar-nos, pouco a pouco, com a intensidade da luz para que ela não nos deslumbre ou encegueça. A Verdade, do mesmo modo, para que seja útil, precisa ser revelada de conformidade com o grau de entendimento de cada um de nós. Daí não ter sido posta, sempre, ao alcance de todos, igualmente dosada.

Para os que já alcançaram apreciável desenvolvimento espiritual, muitas crenças e cerimônias religiosas vigentes aqui, ali e acolá, parecerão absurdas, ou mesmo risíveis. Todas têm, todavia, seu valor, porquanto satisfazem à necessidade de grande número de almas simples que a elas ainda se apegam e nelas encontram o seu caminho para Deus.

Essas almas simples não estão à margem da Lei do Progresso e, após uma série de novas existências, tempo virá em que também se libertarão de crendices e superstições para se nortearem por princípios filosóficos mais avançados.

Por compreender isso foi que Paulo, em sua primeira epístola aos coríntios (13:11), se expressou desta forma: “Quando eu era menino, falava como menino, julgava como menino, discorria como manino; mas, depois que cheguei a ser homem feito, dei de mão às coisas que eram de menino.”

Kardec, instruído pelas vozes do Alto, diz-nos que em todas as épocas e em todos os quadrantes da Terra, sempre houve homens de bem (profetas) inspirados por Deus para auxiliarem a marcha evolutiva da Humanidade. Destarte, «Para o estudioso para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia, nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja desprezível, pois em tudo há germens de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se vos afiguraram sem razão alguma e cuja realidade está hoje irrecusavelmente demonstrada.