LIVRO DE MAIO

Abaixo a depressão

Richard Simonetti

 

Quaisquer que sejam suas origens, geralmente a depressão instala-se a partir de nossas disposições íntimas e da maneira como enfrentamos os desafios da existência.

Nesse particular, a experiência tem ensinado que o bom humor e a reflexão, o rir aliado ao refletir, fortalecem o ânimo e iluminam caminhos, permitindo-nos evitar ou deixar seus escuros abismos, marcados pelo desencanto de viver.

Não há depressão que resista ou se instale num coração risonho, plugado em cérebro disposto a justificar sua existência com o exercício da razão.

Essa é a proposta deste livro, conforme o estilo consagrado do autor, oferecendo páginas bem humoradas como introdução a reflexões sobre a existência humana que nos permitem espantar tensões e angústias que alimentam a depressão.

Toc-toc-toc

Sabemos que a evocação do passado e o registro do presente dependem das conexões entre os neurônios, as chamadas sinapses. Há uma perda de ambos com o passar do tempo. O cérebro também envelhece. Mas, e o Espírito? Não reside no ser pensante, imortal, a sede da memória? Não está o Espírito isento de degeneração celular?

Obviamente, sim! Ocorre que, enquanto encarnados, dependemos do corpo para as inserções mneumônicas na dimensão física, tanto quanto o pianista depende do piano ou o orador depende das cordas vocais. Uma das razões pelas quais não temos consciência das vidas anteriores é a ausência de registros relacionados com elas em nosso cérebro. Pelo mesmo motivo, temos dificuldades para lembrar as experiências extracorpóreas, durante as horas de sono, na emancipação da alma, como define Allan Kardec.

[…] Sabe-se hoje que é possível prolongar o viço, cultivando existência saudável – ginástica, alimentação adequada, disciplina de trabalho e repouso, ausência de vícios…

[…] A experiência demonstra: as pessoas que cultivam o hábito de ler chegam mais longe com lucidez, preservam a memória, não obstante o avançar dos anos.

[…] Um velhinho de oitenta anos propôs-se a tocar piano. O professor alertou:

– Estudo longo e cansativo. Pela ordem natural, o senhor não usufruirá desse aprendizado.

E ele, animado:

– De forma alguma! Se não der para tocar aqui, serei pianista no Além!

Certíssimo! É assim que crescemos espiritualmente e mantemos “azeitadas” as engrenagens da mente, para que nunca nos falte esse elan que valoriza e torna feliz a existência, promovendo nossa evolução.

(Trecho do livro do mês)

LIVRO DE ABRIL

Espiritismo e Política

Aylton Paiva

 

Na obra Espiritismo e política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade o autor procura demonstrar que, “sob o aspecto filosófico, o Espiritismo tem muito a ver com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa”.

É um livro para ser estudado comparando-se com cada capítulo de O Livro dos Espíritos a que se refere, o que pode ser feito individualmente ou em grupos de pessoas interessadas.

Se o Espiritismo demonstra a necessidade do aprimoramento individual, por meio da autoedu-cação, também nos convoca a uma vivência social digna tendo em vista nossa contribuição com o aperfeiçoamento da sociedade em que estamos inseridos.

Existe, pois, uma inequívoca contribuição política que o Espiritismo oferece à sociedade, a fim de que se estruture, se organize e trabalhe alicerçada na verdade, na justiça e no amor.

Espiritismo e política

Em sua obra básica, O Livro dos Espíritos, o Espiritismo consagra 405 questões, ou seja, da pergunta 614 a 1019, para tratar das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade, da Perfeição e das Esperanças e Consolações. Tais questões envolvem, portanto, o homem no seu relacionamento com o Criador da vida, com o planeta em que vive, com seus semelhantes, com as sociedades de que participa. Logo, sob o aspecto filosófico, o Espiritismo apresenta normas políticas.

O que não se deve, nem se pode é confundir essa visão de política partidária, ou seja, a política aplicada que os homens devem exercitar nos núcleos, nas agremiações partidárias, com os desvios éticos de pessoas e partidos políticos para aproveitamentos egoísticos, imorais e ilegais.

Tais partidos são resultantes de ideologias, de objetivos, de programas, de estatutos estabelecidos em agrupamentos de determinados homens que visam, de uma forma ou de outra, realizar normas políticas ideais, ou seja, pretendem a execução na sociedade dos princípios, das normas apresentadas filosoficamente pela Política.

Assim, jamais o Espiritismo, como Doutrina, e o Movimento Espírita, como prática, poderão dar guarida a um partido político em seu seio, por exemplo: Partido Social Espírita, Partido Espírita Crsitão, etc

Porém, as implicações dos princípios e normas políticas contidas na Terceira Parte – Das Leis Morais – de O Livro dos Espíritos, ditado pelos Espíritos e organizado por Allan Kardec, são muito amplas e profundas na sociedade humana.

(trecho do cap. 1 do livro do mês)

LIVRO DE MARÇO

Jesus no Lar

Neio Lúcius – psic. F.C.Xavier

       O autor deste pequeno grande livro é personagem de duas histórias reais narradas por Emmanuel nos romances “50 anos depois” e “Renúncia”. No primeiro romance ele é o avô da personagem principal, Célia Lucius, e aparece com o mesmo nome com que se identificou como Espírito. No segundo é Jacques Davenport, tio-avô da personagem principal, Alcione. Em ambos demonstra ser um Espírito nobre com grandes conquistas no campo da educação.

Apresenta-nos, neste livro, pequenas histórias narradas por Jesus na intimidade do lar de Simão Pedro, onde implanta o culto no lar, assinalando a importância de nos reunirmos para a conversação sadia em tornos das lições do Bem.

Formado de histórias simples, atende a todas as faixas etárias e é um excelente recurso para dinamizar o culto no lar, seja com crianças, seja com jovens e adultos.