[…] José Grosso pediu para cantarmos outro hino e se retirou. Scheilla solicitou a um assistente para acender as quatro lâmpadas vermelhas do salão. Não era usual tal iluminação, porquanto poderia trazer reações prejudiciais ao ectoplasma. Entretanto, os companheiros espirituais tinham tomado os cuidados exigidos e tudo transcorreu em segurança.
Scheilla retornou e se pôs à frente da primeira fila de cadeiras. Acariciou a cabeça da companheira Ló, chegou-se a mim, colocou a mão esquerda sobre a minha cabeça e passou a conversar com os assistentes.
Trajava vestes alvas e cobria a cabeça com um tecido finíssimo a vedar-lhe o rosto. A luz vermelha a deixava bem visível. Ergui os olhos, observando-a. Notando minha curiosidade, aproximou-se. Pude então observar sua pele muito clara, nariz bem talhado. Sensibilizava-me a expressão delicada, própria dos anjos…
Scheilla retirou um pedaço de suas vestes e ofereceu a Ló. Depois, outros retalhos foram ofertados aos assistentes. Em seguida, recomendou apagar as luzes.
Celso de Castro, no dia seguinte, levou o pano ao Instituto de Tecnologia e Mineralogia de Minas Gerais e pediu aos colegas engenheiros para analisá-lo. Não explicou sua origem. O laudo: “Tecido estranho para as ciências. Nenhuma das partículas tem relação com seda, algodão, lã ou com todos os tecidos sintéticos.”
(trecho do cap. 48 do livro do mês)