PROLEGÔMENOS

Fenômenos alheios às leis da ciência humana se dão por toda parte, revelando na causa que os produz a ação de uma vontade livre e inteligente. A razão diz que um efeito inteligente há de ter como causa uma força inteligente e os fatos hão provado que essa força é capaz de entrar em comunicação com os homens por meio de sinais materiais.

Interrogada acerca da sua natureza, essa força declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais que se despojaram do invólucro corporal do homem. Assim é que foi revelada a Doutrina dos Espíritos. As comunicações entre o mundo espírita e o mundo corpóreo estão na ordem natural das coisas e não constituem fato sobrenatural, tanto que de tais comunicações se acham vestígios entre todos os povos e em todas as épocas. Hoje se generalizaram e tornaram patentes a todos.

Os espíritos anunciam que chegaram os tempos marcados pela Providência para uma manifestação universal e que, sendo eles os ministros de Deus e os agentes de Sua vontade, têm por missão instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.

(trecho de Prolegômenos em O Livros dos Espíritos)

LIVRO DE AGOSTO – 2017

O Livro dos Espíritos

Allan Kardec

 Primeiro livro publicado por Kardec, o Livro dos Espíritos definiu um marco decisivo em nossa evolução. Suas perguntas, rica e inteligentemente elaboradas pelo codificador, iniciou uma nova era de comunicações com os Espíritos Superiores.

Apresentado por Kardec em sua página inicial como Filosofia Espiritualista, ele transcendeu à filosofia comum apresentando um conteúdo cientifico revelador, sobre cujas bases se estruturaria, poucos anos após, o caráter divino das explicações para as máximas morais de Jesus.

Após uma rica introdução abordando alguns tópicos principais, Kardec dividiu o conjunto das perguntas e respostas em quatro partes para as quais gerou um novo livro que formaria a base da Doutrina Espírita.

Da 1ª parte (questões sobre a criação e o Criador) publicou o livro A Gênese. Da 2ª parte (questões sobre o mundo espiritual e sua relação com a vida física) publicou O Livro dos Médiuns. Da 3ª parte (questões sobre as leis morais) publicou O Evangelho Segundo o Espiritismo. E da 4ª parte (questões sobre as esperanças e consolações) publicou O Céu e o Inferno.

Nestes 160 anos que se completam de sua publicação, desejamos agradecer ao emérito codificador por sua grande e nobre tarefa.

Como os espíritas lidam com o suicídio?

Ao analisarmos o problema do suicídio, importa diferenciar o ato em si de quem o pratica. O suicídio é condenável sob qualquer aspecto ou pretexto. Se temos conhecimento da realidade hostil que aguarda o suicida no plano espiritual, não devemos economizar esforços para apoiar toda e qualquer iniciativa em favor da prevenção do auto-extermínio, dentro e fora do movimento espírita. Se a doutrina possui um vasto repertório de informações que nos ajudam a construir uma convicção a respeito do assunto, não há por que postergar a ação preventiva.

(…) A imensa dor que leva uma pessoa a buscar no suicídio uma solução merece de nossa parte atenção e respeito.

Como o espiritismo não admite penas eternas, todos temos a chance abençoada de nos recuperarmos e anularmos totalmente os efeitos negativos do ato suicida. Qual de nós já não terá passado pelo mesmo infortúnio nesta ou em outras vidas? Se conseguimos nos reerguer e seguir em frente não foi por que alguém nos acusou, ofendeu ou julgou. Foi porque alguém nos estendeu a mão, de forma solidária e amorosa. Essa rede de apoios é fundamental para que o suicida recupere a autoestima e dê o primeiro passo na direção certa. Mais amor cristão e menos preconceito. Caridade em lugar da condenação sumária. É o que se espera dos seguidores do espiritismo.”

(André Trigueiro – livro do mês)

LIVRO DE JULHO – 2017

VIVER É A MELHOR OPÇÃO

André Trigueiro

Diz o autor sobre o seu livro:

“Há momentos na vida em que muitos de nós perdemos a coragem de seguir em frente. Essa situação é mais frequente do que se imagina.

Em casos extremos, o desânimo, a melancolia ou a depressão podem precipitar a ideia do suicídio, um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

O silêncio em torno do assunto – um abominável tabu – só agrava a situação.

A própria Organização Mundial de Saúde vem defendendo a comunicação aberta e responsável como medida eficaz de prevenção.

É sabido que a informação cumpre uma função estratégica na prevenção dos mais variados tipos de males e doenças. Isso também vale para o suicídio.

Uma das descobertas mais importantes – e desconhecidas – da ciência médica dá conta de que o suicídio é prevenível em 90% dos casos, por estar associado a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis.

Falar de suicídio, portanto, pode salvar vidas. É o que se deseja com este livro”.

Fica, assim, a sugestão. Por que não procurarmos nos esclarecer melhor? Ou achamos que este problema pode estar muito distante de nossa realidade?

O Adolescente e a Religião

A religião desempenha um papel importante na formação moral e cultural do adolescente, por propiciar-lhe a visão da imortalidade, dilatando-lhe a compreensão em torno da realidade da vida e dos seus objetivos essenciais.

A religião é portadora de significativa contribuição ética e espiritual no desenvolvimento do caráter e na afirmação da personalidade do jovem em desenvolvimento.

Através dos seus postulados básicos, o educando nela haure a consciência de si e o começo do amadurecimento dos valores significativos, que se lhe incorporarão em definitivo, estabelecendo-lhe paradigmas de comportamento para toda a existência. Mesmo quando, na fase adulta, por esta ou aquela razão, a religião é contestada, ou colocada em plano secundário, ou mesmo combatida, nos alicerces do inconsciente permanecem os seus paradigmas que, de uma ou outra forma, conduzem o indivíduo nos momentos de decisão significativa ou quando necessita mudar de rumo, ressurgindo informações arquivadas que contribuirão para a decisão mais feliz.

Na adolescência, os ideais estão em desabrochamento, abrindo campo para os postulados religiosos que, bem direcionados, norteiam com segurança os passos juvenis, poupando o iniciante nas experiências humanas a muitos dissabores e insucessos nas diferentes áreas do comportamento, incluindo aquele de natureza sexual.

 

 (Joanna de Ângelis no livro Adolescência e Vida – pisc. Divaldo P. Franco)