Como os espíritas lidam com o suicídio?

Ao analisarmos o problema do suicídio, importa diferenciar o ato em si de quem o pratica. O suicídio é condenável sob qualquer aspecto ou pretexto. Se temos conhecimento da realidade hostil que aguarda o suicida no plano espiritual, não devemos economizar esforços para apoiar toda e qualquer iniciativa em favor da prevenção do auto-extermínio, dentro e fora do movimento espírita. Se a doutrina possui um vasto repertório de informações que nos ajudam a construir uma convicção a respeito do assunto, não há por que postergar a ação preventiva.

(…) A imensa dor que leva uma pessoa a buscar no suicídio uma solução merece de nossa parte atenção e respeito.

Como o espiritismo não admite penas eternas, todos temos a chance abençoada de nos recuperarmos e anularmos totalmente os efeitos negativos do ato suicida. Qual de nós já não terá passado pelo mesmo infortúnio nesta ou em outras vidas? Se conseguimos nos reerguer e seguir em frente não foi por que alguém nos acusou, ofendeu ou julgou. Foi porque alguém nos estendeu a mão, de forma solidária e amorosa. Essa rede de apoios é fundamental para que o suicida recupere a autoestima e dê o primeiro passo na direção certa. Mais amor cristão e menos preconceito. Caridade em lugar da condenação sumária. É o que se espera dos seguidores do espiritismo.”

(André Trigueiro – livro do mês)