LIVRO DE AGOSTO

VIVER É A MELHOR OPÇÃO

André Trigueiro

Diz o autor sobre o seu livro:

“Há momentos na vida em que muitos de nós perdemos a coragem de seguir em frente. Essa situação é mais frequente do que se imagina.

Em casos extremos, o desânimo, a melancolia ou a depressão podem precipitar a ideia do suicídio, um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.

O silêncio em torno do assunto – um abominável tabu – só agrava a situação.

A própria Organização Mundial de Saúde vem defendendo a comunicação aberta e responsável como medida eficaz de prevenção.

É sabido que a informação cumpre uma função estratégica na prevenção dos mais variados tipos de males e doenças. Isso também vale para o suicídio.

Uma das descobertas mais importantes – e desconhecidas – da ciência médica dá conta de que o suicídio é prevenível em 90% dos casos, por estar associado a psicopatologias diagnosticáveis e tratáveis.

Falar de suicídio, portanto, pode salvar vidas. É o que se deseja com este livro”.

Fica, assim, a sugestão. Por que não procurarmos nos esclarecer melhor? Ou achamos que este problema pode estar muito distante de nossa realidade?

Trecho da Introdução de O Livro dos Médiuns

Desde alguns anos, o Espiritismo há realizado grandes progressos: imensos, porém, são os que conseguiu realizar, a partir do momento em que tomou rumo filosófico, porque entrou a ser apreciado pela gente instruída. Presentemente, já não é um espetáculo: é uma doutrina de que não mais riem os que zombavam das mesas girantes. Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno e por mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos úteis, do que provocando a torto e a direito manifestações que se prestariam a abusos. Disso temos cotidianamente a prova em o número dos que se hão tornado espíritas unicamente pela leitura de “O Livro dos Espíritos”.

Depois de havermos exposto, nesse livro, a parte filosófica da ciência espírita, damos nesta obra a parte prática, para uso dos que queiram ocupar-se com as manifestações, quer para fazerem pessoalmente, quer para se inteirarem dos fenômenos que lhes sejam dados observar. Verão, aí, os óbices com que poderão deparar e terão também um meio de evitá-los. Estas duas obras, se bem a segunda constitua seguimento da primeira, são, até certo ponto, independentes uma da outra.

Mas, a quem quer que deseje tratar seriamente da matéria, diremos que primeiro leia “O Livro dos Espíritos”, porque contém princípios básicos, sem os quais algumas partes deste se tornariam talvez dificilmente compreensíveis.

LIVRO DE JULHO

O Livro dos Médiuns

Allan Kardec

 

Uma vez concluída a tarefa essencial de publicar O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, contendo as respostas das perguntas dirigidas aos Espíritos, Kardec deteve-se na preocupação de orientar os interessados da nova doutrina em como conduzirem-se no intercâmbio com a vida espiritual, a fonte daqueles ensinos.

“Nem todos os Espíritos são de Deus”, já havia advertido o apóstolo João ao recomendar aos primeiros seguidores do Evangelho que o intercâmbio entre os dois planos da vida requer atenção e discernimento, uma vez que nem todos os Espíritos que falavam em nome de Deus, tinham realmente suas intenções no Bem.

Assim, em 1861, ele publica O Livro dos Médiuns, que no dizer do grande médium e orador espírita, Divaldo P. Franco, este livro é o maior tratado de parapsicologia escrito até hoje.

Se a fé reside em forças espirituais ainda impalpáveis para a grande parte da humanidade, será pelo estudo destas forças que lograremos consolidá-la em bases sólidas, “construindo nossa casa sobre a rocha”, na expressão simbólica de Jesus.

Por que os espíritas não temem a morte

A Doutrina Espírita transforma completamente a perspectiva do futuro. A vida futura deixa de ser uma hipótese para ser realidade. O estado das almas depois da morte não é mais um sistema, porém o resultado da observação. Ergueu-se o véu; o mundo espiritual aparece-nos na plenitude de sua realidade prática; não foram os homens que o descobriram pelo esforço de uma concepção engenhosa, são os próprios habitantes desse mundo que nos vêm descrever a sua situação; aí os vemos em todos os graus da escala espiritual, em todas as fases da felicidade e da desgraça, assistindo, enfim, a todas as peripécias da vida de além-túmulo. Eis aí por que os espíritas encaram a morte calmamente e se revestem de serenidade nos seus últimos momentos sobre a Terra. Já não é só a esperança, mas a certeza que os conforta; sabem que a vida futura é a continuação da vida terrena em melhores condições e aguardam-na com a mesma confiança com que aguardariam o despontar do Sol após uma noite de tempestade. Os motivos dessa confiança decorrem, outrossim, dos fatos testemunhados e da concordância desses fatos com a lógica, com a justiça e bondade de Deus, correspondendo às íntimas aspirações da Humanidade.

Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as ideias sobre a sua individualidade, aptidões e percepções. A lembrança dos que nos são caros repousa sobre alguma coisa de real. Não se nos apresentam mais como chamas fugitivas que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes no-los mostra como seres viventes. Além disso, em vez de perdidos nas profundezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual identificam-se em perpétuas relações, assistindo-se mutuamente.

Não mais permissível sendo a dúvida sobre o futuro, desaparece o temor da morte; encara-se a sua aproximação a sangue-frio, como quem aguarda a libertação pela porta da vida e não do nada.

(Cap. II item 10 – O Céu e o Inferno)

LIVRO DE JUNHO

O Céu e o Inferno

Allan Kardec

 

Este foi o quarto livro do pentateuco editado pelo mestre lionês e que este ano completa 150 anos de sua publicação.

Nele Kardec desenvolveu o tema crucial de todas as religiões: para onde vamos após a morte?

Para isso dividiu a matéria nele contida em duas partes principais. Na primeira Kardec discutiu, filosoficamente, conceitos como: o temor da morte, o Céu, o Inferno, O purgatório, os Anjos, os Demônios, etc. Na segunda ele nos traz testemunhos de Espíritos de diversas condições espirituais, tais como: Espíritos felizes, Espíritos em condições mediana, Espíritos sofredores, Suicidas, Criminosos arrependidos, etc.

A ideia de Deus como Pai e Criador se torna mais viva para nós, quando analisamos com Kardec a “Justiça Divina segundo o Espiritismo”, que é o segundo nome deste livro. Uma primeira leitura deste livro nos abrirá horizonte novos preparando-nos para seu estudo, mais aprofundado, o que nos dará uma base melhor para nossa fé.

Este é mais um livro que nos auxilia a entender melhor Jesus e Seu Evangelho de amor, caminho, verdade e vida.