Chegara o momento em que Jesus deveria iniciar o Seu ministério.
Num magnífico dia de sol, enquanto todos laboravam como de costume, Êle saiu a pescar homens para o Seu reino, para a implantação de uma diferente Era como jamais dantes ou depois houvera ou se repetiria.
Caminhando vagarosamente acercou-se de uma barca onde os irmãos Pedro e André, irmãos Boanerges (por Jesus apelidados como filhos do trovão) se encontravam e, após fitá-los demoradamente, produzindo nos observados certa estranheza, pois que O não conheciam, disse:
– «Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.» (Mateus cap. 4, 19)
Uma harmonia em comum penetrou-lhes as almas e eles ficaram extasiados. Ninguém nunca lhes falara naquele tom, daquela forma. O estranho continuou olhando-os de maneira transparente e doce, aguardando.
Na acústica do ser identificaram aquela voz que parecia adormecida por muito tempo e agora ecoava suavemente.
Não sabiam qual era a intenção dÊle, nem os recursos que possuía, sequer podiam identificar o a que se referia, percebendo somente que era irresistível o Seu convite.
Desse modo, magnetizados pela Sua presença, deixaram o que estavam diligenciando e O seguiram.
(Trechos do cap. 4 do livro do mês)