É compreensível o surgimento de uma certa frustração e mesmo de desagrado diante de confrontos e de agressões promovidos por outrem, dando lugar a mágoas, que são uma certa aflição de caráter transitório, não, porém, à instalação do ressentimento. Segundo Spinoza, “a emoção que é sofrimento deixa de sê-lo no momento em que dela formamos uma ideia clara e nítida”. Enquanto fixada em algum dos instintos básicos, a emoção é geradora de sofrimento, em face dos impositivos de que se reveste, como fenômeno sem controle, como capricho decorrente de imaturidade psicológica.
[…]Duas são as causas psicológicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consciência que se sente responsável por males que haja praticado em relação a outrem e a que tem sua origem na infância, como decorrente da educação que é ministrada. A culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente.
[…]Porque não consegue manter um bom nível de autoestima, (o ciumento) acredita não merecer o carinho nem o devotamento de outrem, afligindo-se, em razão do medo de perder-lhe a companhia. Esse tormento faz-se tão cruel, que se encarrega, inconscientemente, de afastar a outra pessoa, tornando-lhe a convivência insuportável, em face da geração de contínuos conflitos que o inseguro se permite.
[…]O quadro de ansiedade varia de um para outro indivíduo, embora, as características sintomatológicas sejam equivalentes. Estressando-se com facilidade, em razão da falta de autoconfiança e de harmonia interna, o paciente tende a padecer transtornos depressivos, quase sempre de natureza bipolar, com graves ressonâncias nos equipamentos neuronais.
(Trechos dos capítulos 5 a 8 do livro do mês)