[…] Há dois meses que Ele saira de Nazaré, deixando a carpintaria com as ferramentas em silêncio.
Há pouco Ele estivera em Betabara, no Jordão, e deixara-se batizar… Seguira logo depois ao grande testemunho das tentações. Já havia convocado os primeiros companheiros, e os fatores propiciatórios do ministério se reuniam.
Maria se encontrava em Caná. Convidada, como foram Jesus e os discípulos, antecedera-O. Ela abraçou-a ao chegar com inaudita ternura. Ela O aguardava com ansiedade crescente e afeto desmedido. A cena comovente estava assinalada pelas expectativas de felicidade da mãe saudosa que se renovava no carinho do filho terno que a afagaria.
[…] Maria, diligente amiga da família, acompanhava as cenas e rejubilava-se com todos. A presença do filho era-lhe felicidade para o coração.
[…] No transcorrer das festas, Maria percebeu que o vinho não poderia atender à insaciedade de todos e recorreu, aflita, ao filho. Ela sabia da Sua procendência, do Seu poder, e resolveu interceder junto a Êle pela família.
De certa forma será ela desde ali a perene intercessora perante o filho em favor das criaturas humanas de todos os tempos. Far-se-á sublime mediadora a partir de então entre Jesus e os homens.
(trecho do capitulo 2 do livro do mês)