Sem qualquer presunção de determinar comportamentos no seio da família, aproveitamo-nos desses tempos excitantes e paradoxais, atordoantes mesmo, para chamar às meditações urgentes cada elemento do clã terrestre.
Tendo a necessária consciência do quanto é difícil cada um ater-se aos deveres estabelecidos no Além, sabemos, por outro lado, que, para quem faz esforços no bem diário, buscando a superação de si mesmo, dos seus próprios limites, as situações não se tornarão demasiado difíceis.
Reconhecendo na família o ninho das construções mais íntimas do grupo reencarnado, atrevemo-nos a convidar vários elementos que se imaginavam sem nenhum dever para com ela, ou aqueles que poucas vezes se detiveram a pensar, maduramente, sobre o conjunto familiar, para que, juntos, o fizéssemos.
Não nos alimentou qualquer intenção dogmática, definitiva. Nenhum absolutismo nos moveu. Somente o anseio de evocar alguns pontos da vivência e da convivência domésticas do grupo que, por motivos multiplicados, agora se encontra nas veredas familiares para os acertos e para o crescimento de todos, que não mais deve demorar.
(Thereza de Brito – trecho do início do livro do mês)