Em sua obra básica, O Livro dos Espíritos, o Espiritismo consagra 405 questões, ou seja, da pergunta 614 a 1019, para tratar das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade, da Perfeição e das Esperanças e Consolações. Tais questões envolvem, portanto, o homem no seu relacionamento com o Criador da vida, com o planeta em que vive, com seus semelhantes, com as sociedades de que participa. Logo, sob o aspecto filosófico, o Espiritismo apresenta normas políticas.
O que não se deve, nem se pode é confundir essa visão de política partidária, ou seja, a política aplicada que os homens devem exercitar nos núcleos, nas agremiações partidárias, com os desvios éticos de pessoas e partidos políticos para aproveitamentos egoísticos, imorais e ilegais.
Tais partidos são resultantes de ideologias, de objetivos, de programas, de estatutos estabelecidos em agrupamentos de determinados homens que visam, de uma forma ou de outra, realizar normas políticas ideais, ou seja, pretendem a execução na sociedade dos princípios, das normas apresentadas filosoficamente pela Política.
Assim, jamais o Espiritismo, como Doutrina, e o Movimento Espírita, como prática, poderão dar guarida a um partido político em seu seio, por exemplo: Partido Social Espírita, Partido Espírita Crsitão, etc
Porém, as implicações dos princípios e normas políticas contidas na Terceira Parte – Das Leis Morais – de O Livro dos Espíritos, ditado pelos Espíritos e organizado por Allan Kardec, são muito amplas e profundas na sociedade humana.
(trecho do cap. 1 do livro do mês)