O adulto de hoje esquece-se do seu superado período de adolescência
— se é que já ocorreu — quando também anelou muito e não conseguiu tudo quanto gostaria de realizar, foi aguardado e não correspondeu à expectativa dos seus ancestrais […]. É inevitável, portanto, que o conflito de gerações, que é resultado da imposição caprichosa de parte a parte, seja resolvido pelo intercâmbio de ideias e compreensão de necessidades reais do grupo social e do adolescente, estabelecendo-se pontes de entendimento e cooperação, para que os dois extremos se acerquem do objetivo, que é o auxílio recíproco.
Trecho adaptado de Joanna de Ângelis – Livro Adolescência e Vida, capítulo 9.