A despedida do Carnaval
Lembrei-me da querida professora de Geografia, daqueles dias recuados da minha infância, e da importância de entendermos a doutrina dentro desse contexto de tríplice aspecto, o científico, o filosófico e o moral, lendo o capítulo 23 do livro Nas Fronteiras da Loucura, de autoria do Espírito Manoel Philomeno de Miranda, ditado ao médium Divaldo Franco.
No referido capítulo está o relato da história de dois casais: Júlia e Otávio, Marcondes e Raulinda, quatro pessoas comuns, pais dedicados.
De repente, a mediunidade aflora em Júlia. Buscam, então, uma Casa Espírita e vêem a realidade da sobrevivência, com base nas comunicações e na orientação dos Espíritos.
Passam a dedicar-se às atividades de caráter social. Um deles, que era médico, Dr. Otávio, prontifica-se ao atendimento gratuito aos enfermos, tanto no Centro como no consultório. O outro casal trazia na memória espiritual, nos arquivos do perispírito, a recomendação de produzir para o bem na atual reencarnação.
Chegaram na Casa Espírita atraídos pela Ciência Espírita, através da mediunidade, e ali encontraram a Filosofia Espírita, ao lhes ser esclarecido quem somos, de onde procedemos, para onde vamos, qual o nosso destino, a razão da dor, do sofrimento, a importância da caridade, etc.
Com base nessas informações, ante o impacto da sintomatologia mediúnica e da filosofia imortalista, o que pensaram Júlia e seus amigos?
Que muito nas suas vidas, a partir de então, iria mudar.
Que se encontravam no pórtico de uma vida nova.
Entretanto, mesmo com essas informações preliminares, eles tomam uma decisão: fazer a despedida do carnaval! Divertir-se a valer! E apresentam uma justificativa: não ficarem, os quatro, frustrados no futuro!
O que teria faltado aos entusiasmados casais para uma decisão tão insólita? Certamente a terceira indagação: para que tudo isto? Qual o verdadeiro convite que lhes estava fazendo a fenomenologia mediúnica? Que novos caminhos estava apontando?
(trecho do cap. 2 do livro do mês)