Esse povo peculiar pertencera anteriormente à tradição do Sinédrio em Jerusalém. Os seus membros acompanharam, porém, a perversão que começou a tomar conta dos representantes da Lei de Moisés e dos Profetas, assim como a profanação natural que foi sendo introduzida nos hábitos, costumes e comportamentos religiosos, impostos pelos dominadores e aceitos pela pusilanimidade dos representantes da fé …
Assumiram, então, uma postura severa na observância dos deveres espirituais e na interpretação da Lei, admitindo somente Jeová, imitando a incorruptibilidade do rei Davi na sua fidelidade aos estatutos ancestrais. Isolando-se, passaram a sofrer medo e angústia, receio da vingança de Jeová, assumindo comportamentos profundamente severos para consigo mesmos e para com o seu próximo.
Os essênios passaram, então, a aguardar a chegada do Messias de Aarão e de Israel. A Nova Aliança, como permitiram denominar o surgimento da sua ordem, deveria nutrir-se do amor e sorver a água viva da verdade …
Jesus jamais convivera com eles, embora os conhecesse desde antes …
No entanto, sentindo chegado o momento, às vésperas de dar início ao Seu ministério, às margens formosas do mar da Galiléia, entre os asfôdelos e as violetas perfumadas, sob o canto dos rouxinóis e das toutinegras em permanente festa, optou por visitá-los em Qumran, a fim de informá-los que aquele era o momento dolorosamente aguardado.
(Trechos do cap. 28 do livro do mês)