Para cada vício, uma virtude! – Cidadão do Universo

Todos nós carregamos uma “galera” que nos acompanha: os vícios do ego. Alguns são conhecidos — impaciência, rigidez, desonestidade, desamor — e outros se disfarçam de qualidades, como perfeccionismo, puritanismo, sensualismo e exigência. Diferentes de vícios materiais, eles também nos atormentam, pois revelam aspectos que cultivamos em algum momento da vida ou de existências passadas.

Ignorar esses vícios não funciona, tampouco combatê-los com raiva. O caminho é encará-los como indicadores do que precisamos transformar. Jesus já ensinava: “Concilia-te depressa com o teu adversário enquanto estás no caminho com ele.” Assim, cada vício mostra a direção de uma virtude a ser desenvolvida.

A virtude não compete nem elimina pela força; ela ilumina, como a luz diante da escuridão ou o calor diante do frio. Para cada vício há uma virtude correspondente: da impaciência, nasce a paciência; da rigidez, a flexibilidade; da desonestidade, a honestidade; do desamor, o amor. O perfeccionismo e a exigência nos convidam ao sentimento de aprendiz; o puritanismo à purificação; e o sensualismo à sensibilidade.

Ser cidadão do universo é reconhecer esses “companheiros” e transformá-los em aliados do nosso crescimento interior.

Texto adaptado do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1L6ZvRXKPLY. Acesso: 25/09/2025.

Conjevita na JEAG: juventudes em movimento, esperança em ação

No dia 16 de agosto, a JEAG viveu um momento histórico! Depois de muitos anos, sediamos a Confraternização das Juventudes Espíritas de Tijuca e Adjacências (Conjevita), recebendo 143 jovens e suas famílias. O Conjevita começou com arte e emoção. A abertura foi marcada por uma apresentação de dança na qual a jeaguiana Ananda, de 14 anos, expressou, por meio do corpo, as crises e esperanças que atravessam nosso tempo. Perguntamos a Ananda como foi participar do Conjevita na JEAG, sendo a responsável pela abertura artística do evento. Sorridente, ela respondeu: “Deu um pouco de medo, porque eu nunca fiz isso, mas eu gostei. Acho que foi uma experiência bem interessante e nova pra mim. Eu fiquei bem feliz!” Após essa abertura impactante, os jovens seguiram para atividades de integração, conduzidas de forma leve e acolhedora, seguidas das primeiras reflexões sobre o tema “O mundo em crise: é hora de esperançar!”. Durante a manhã, os participantes percorreram diferentes “estações”, vivenciando experiências que abordaram temas como política, guerras, diversidade e meio ambiente. Já a parte da tarde foi dedicada às oficinas, que trataram do cuidado em três dimensões: consigo mesmo, com o próximo e com o planeta. Em um clima de criatividade e partilha, os jovens puderam desenhar, escrever, cantar e construir símbolos de esperança e transformação. Ao final do dia, todos se reuniram novamente ao som da música “Nunca pare de sonhar”, de Gonzaguinha, tendo as crianças como protagonistas desse momento especial. Elas nos inspiraram a cultivar “fé na vida, fé no homem, fé no que virá (…) vamos lá fazer o que será!”, palavras que até agora reverberam em nossos corações. O Conjevita foi mais que um encontro: foi a prova de que, quando as juventudes se reúnem em nome do Evangelho, nascem forças capazes de transformar não apenas os corações presentes, mas também as comunidades que cada jovem representa. Depois de tantos anos, a JEAG não apenas sediou um evento, mas reafirmou sua vocação como espaço de acolhimento, estudo e vivência do Espiritismo.

 

Todos os participantes do Conjevita
Jeaguiana Ananda dançando