Todos nós carregamos uma “galera” que nos acompanha: os vícios do ego. Alguns são conhecidos — impaciência, rigidez, desonestidade, desamor — e outros se disfarçam de qualidades, como perfeccionismo, puritanismo, sensualismo e exigência. Diferentes de vícios materiais, eles também nos atormentam, pois revelam aspectos que cultivamos em algum momento da vida ou de existências passadas.
Ignorar esses vícios não funciona, tampouco combatê-los com raiva. O caminho é encará-los como indicadores do que precisamos transformar. Jesus já ensinava: “Concilia-te depressa com o teu adversário enquanto estás no caminho com ele.” Assim, cada vício mostra a direção de uma virtude a ser desenvolvida.
A virtude não compete nem elimina pela força; ela ilumina, como a luz diante da escuridão ou o calor diante do frio. Para cada vício há uma virtude correspondente: da impaciência, nasce a paciência; da rigidez, a flexibilidade; da desonestidade, a honestidade; do desamor, o amor. O perfeccionismo e a exigência nos convidam ao sentimento de aprendiz; o puritanismo à purificação; e o sensualismo à sensibilidade.
Ser cidadão do universo é reconhecer esses “companheiros” e transformá-los em aliados do nosso crescimento interior.
Texto adaptado do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=1L6ZvRXKPLY. Acesso: 25/09/2025.




