EXPLICAÇÃO

“A desmontagem da obsessão é trabalho milenar sobre a Terra. Por isso mesmo, não se atribui a um tarefeiro único a obrigação de erradicá-la no caminho dos homens.

Manoel Philomeno de Miranda é um batalhador que penetra no campo de serviço criando novos sistemas de trabalho e novos planos de ação para que se nos extinga semelhante flagelo no mundo físico.

Que a sua tarefa frutifique em bençãos de libertação e que o Senhor a todos nos fortaleça e nos abençoe.”

(André Luiz – prefácio do livro do mês)

LIVRO DE JANEIRO – 2019

Desobsessão

André Luiz – psic. F.C.Xavier

 

André Luiz nos traz as diretrizes do trabalho inadiável de atendimento ao Espíritos sofredores ou ainda presos às teias da maldade, ignorantes de que só a luz do bem nos confere felicidade definitiva. E, no final do prefácio, Emmanuel sintetiza:

“Salientando, pois, neste volume, precioso esforço de síntese no alívio aos obsessos, através dos colaboradores de todas as condições, rogamos ao Senhor nos sustente a todos — tarefeiros encarnados e desencarnados — na obra a realizar, porquanto obsidiados e obsessores, cons­ciente ou inconscientemente arrojados à desorientação, no mundo ou além do mundo, são irmãos que nos pe­dem arrimo, companheiros que nos integram a família terrestre, e o amparo à família não é ministério que de­vamos relegar para a esfera dos anjos e sim obrigação intransferível que nos compete abraçar por serviço nosso”.

UM LIVRO DIFERENTE

“E perguntou-lhe Jesus, dizendo: “Qual é o teu nome?” E ele disse: “Legião”, porque tinham entrado nele muitos demônios.” — LUCAS, 30,8.

      Atendendo ao trabalho da desobsessão nos arredo­res de Gádara, vemos Jesus a conversar fraternalmente com o obsesso que lhe era apresentado, ao mesmo tem­po que se fazia ouvido pelos desencarnados infelizes.

       Importante verificar que ante a interrogativa do Mestre, a perguntar-lhe o nome, o médium, consciente da pressão que sofria por parte das Inteligências contur­badas e errantes, informa chamar-se “Legião”, e o evan­gelista acrescenta que o obsidiado assim procedia “por­que tinham entrado nele muitos demónios”.

        Sabemos hoje com Allan Kardec, conforme pala­vras textuais do Codificador da Doutrina Espírita, no item 6 do capítulo 12º, “Amai os vossos inimigos”, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, que “esses demô­nios mais não são do que as almas dos homens perver­sos, que ainda se não despojaram dos instintos mate­riais”.

No episódio, observamos o Cristo entendendo-se, de maneira simultânea, com o médium e com as entidades comunicantes, na benemérita empresa do esclarecimen­to coletivo, ensinando-nos que a desobsessão não é caça a fenômeno e sim trabalho paciente do amor conjugado ao conhecimento e do raciocínio associado à fé.

 (Emmanuel – no início do prefácio do livro do mês)

LIVRO DE DEZEMBRO

Quando voltar a primavera

Amélia Rodrigues – psic. Divaldo P. Franco

 

Notável poetisa, quando encarnada, professora emérita, escritora consagrada, teatróloga, Amélia Rodrigues nos apresenta Jesus com um colorido agradável em uma narrativa mais contemporânea. A leitura crua dos Evangelhos requer um aprofundamento cultural sobre os tempos de Jesus, que a maioria de nós ainda não temos.

Ao encontrar na mediunidade de Divaldo P. Franco, sob a direção de Joanna de Ângelis, um canal para suas expressões literárias, entrega-se à narrativa dos Evangelhos de Jesus e Sua passagem pela Terra.

“Quando voltar a primavera” é um dentre outros mais de dez livros que nos faz conhecer a história de Jesus de perto percebendo a grandiosidade de suas ações junto ao povo que O buscava. Mas também junto aos fariseus astutos que acabavam se enredando nas proprias malhas quando, para o tentar, formulavam perguntas capciosas objetivando que Ele contrariasse ou as leis de Moisés ou as determinações de César. Jesus os respondia com sabedoria aproveitando a oportunidade para deixar novos ensinos que os evangelistas souberam registrar.

AS NÚPCIAS DE CANÁ

[…] Há dois meses que Ele saira de Nazaré, deixando a carpintaria com as ferramentas em silêncio.

Há pouco Ele estivera em Betabara, no Jordão, e deixara-se batizar… Seguira logo depois ao grande testemunho das tentações. Já havia convocado os primeiros companheiros, e os fatores propiciatórios do ministério se reuniam.

Maria se encontrava em Caná. Convidada, como foram Jesus e os discípulos, antecedera-O. Ela abraçou-a ao chegar com inaudita ternura. Ela O aguardava com ansiedade  crescente e afeto desmedido. A cena comovente estava assinalada pelas expectativas de felicidade da mãe saudosa que se renovava no carinho do filho terno que a afagaria.

[…] Maria, diligente amiga da família, acompanhava as cenas e rejubilava-se com todos. A presença do filho era-lhe felicidade para o coração.

[…] No transcorrer das festas, Maria percebeu que o vinho não poderia atender à insaciedade de todos e recorreu, aflita, ao filho. Ela sabia da Sua procendência, do Seu poder, e resolveu interceder junto a Êle pela família.

De certa forma será ela desde ali a perene intercessora perante o filho em favor das criaturas humanas de todos os tempos. Far-se-á sublime mediadora a partir de então entre Jesus e os homens.

(trecho do capitulo 2 do livro do mês)