LIVRO DE JUNHO

Mecanismos da mediunidade

André Luiz – psic. F.C.Xavier e Waldo Vieira

 

Publicado em 1959, este livro de André Luiz, junto com o livro “Evolução em dois mundos”, que já havia sido publicado um ano antes, apresenta os conceitos da filosofia espírita com os recursos da ciência desenvolvida até então.

Neste livro, particularmente, a teoria já bem desenvolvida sobre o eletromagnetismo oferece elementos claros para explicar a força do pensamento.

É assim que o autor se utiliza dos conceitos de ondas, microfísica, campo eletromagnético, circuitos elétrico e energia, para nos trazer noções sobre percepções, matéria mental, corrente mental, circuito mediúnico, cargas mentais, ideoplastia, psicometria, oração e muito mais.

Se, é certo, que requer uma base de conhecimentos sobre ciências físicas, por outro lado nos amplia, de forma racional, o entendimento dos fenômenos mediúnicos, mostrando-nos que esta força da natureza está muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos. Além disso abre-nos as portas para a compreensão dessa potencialidade humana do futuro.

 

LIVRO DE MAIO

Abaixo a depressão

Richard Simonetti

 

Quaisquer que sejam suas origens, geralmente a depressão instala-se a partir de nossas disposições íntimas e da maneira como enfrentamos os desafios da existência.

Nesse particular, a experiência tem ensinado que o bom humor e a reflexão, o rir aliado ao refletir, fortalecem o ânimo e iluminam caminhos, permitindo-nos evitar ou deixar seus escuros abismos, marcados pelo desencanto de viver.

Não há depressão que resista ou se instale num coração risonho, plugado em cérebro disposto a justificar sua existência com o exercício da razão.

Essa é a proposta deste livro, conforme o estilo consagrado do autor, oferecendo páginas bem humoradas como introdução a reflexões sobre a existência humana que nos permitem espantar tensões e angústias que alimentam a depressão.

Toc-toc-toc

Sabemos que a evocação do passado e o registro do presente dependem das conexões entre os neurônios, as chamadas sinapses. Há uma perda de ambos com o passar do tempo. O cérebro também envelhece. Mas, e o Espírito? Não reside no ser pensante, imortal, a sede da memória? Não está o Espírito isento de degeneração celular?

Obviamente, sim! Ocorre que, enquanto encarnados, dependemos do corpo para as inserções mneumônicas na dimensão física, tanto quanto o pianista depende do piano ou o orador depende das cordas vocais. Uma das razões pelas quais não temos consciência das vidas anteriores é a ausência de registros relacionados com elas em nosso cérebro. Pelo mesmo motivo, temos dificuldades para lembrar as experiências extracorpóreas, durante as horas de sono, na emancipação da alma, como define Allan Kardec.

[…] Sabe-se hoje que é possível prolongar o viço, cultivando existência saudável – ginástica, alimentação adequada, disciplina de trabalho e repouso, ausência de vícios…

[…] A experiência demonstra: as pessoas que cultivam o hábito de ler chegam mais longe com lucidez, preservam a memória, não obstante o avançar dos anos.

[…] Um velhinho de oitenta anos propôs-se a tocar piano. O professor alertou:

– Estudo longo e cansativo. Pela ordem natural, o senhor não usufruirá desse aprendizado.

E ele, animado:

– De forma alguma! Se não der para tocar aqui, serei pianista no Além!

Certíssimo! É assim que crescemos espiritualmente e mantemos “azeitadas” as engrenagens da mente, para que nunca nos falte esse elan que valoriza e torna feliz a existência, promovendo nossa evolução.

(Trecho do livro do mês)

LIVRO DE ABRIL

Espiritismo e Política

Aylton Paiva

 

Na obra Espiritismo e política: contribuições para a evolução do ser e da sociedade o autor procura demonstrar que, “sob o aspecto filosófico, o Espiritismo tem muito a ver com a Política, já que esta deve ser a arte de administrar a sociedade de forma justa”.

É um livro para ser estudado comparando-se com cada capítulo de O Livro dos Espíritos a que se refere, o que pode ser feito individualmente ou em grupos de pessoas interessadas.

Se o Espiritismo demonstra a necessidade do aprimoramento individual, por meio da autoedu-cação, também nos convoca a uma vivência social digna tendo em vista nossa contribuição com o aperfeiçoamento da sociedade em que estamos inseridos.

Existe, pois, uma inequívoca contribuição política que o Espiritismo oferece à sociedade, a fim de que se estruture, se organize e trabalhe alicerçada na verdade, na justiça e no amor.

Espiritismo e política

Em sua obra básica, O Livro dos Espíritos, o Espiritismo consagra 405 questões, ou seja, da pergunta 614 a 1019, para tratar das Leis de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade, da Perfeição e das Esperanças e Consolações. Tais questões envolvem, portanto, o homem no seu relacionamento com o Criador da vida, com o planeta em que vive, com seus semelhantes, com as sociedades de que participa. Logo, sob o aspecto filosófico, o Espiritismo apresenta normas políticas.

O que não se deve, nem se pode é confundir essa visão de política partidária, ou seja, a política aplicada que os homens devem exercitar nos núcleos, nas agremiações partidárias, com os desvios éticos de pessoas e partidos políticos para aproveitamentos egoísticos, imorais e ilegais.

Tais partidos são resultantes de ideologias, de objetivos, de programas, de estatutos estabelecidos em agrupamentos de determinados homens que visam, de uma forma ou de outra, realizar normas políticas ideais, ou seja, pretendem a execução na sociedade dos princípios, das normas apresentadas filosoficamente pela Política.

Assim, jamais o Espiritismo, como Doutrina, e o Movimento Espírita, como prática, poderão dar guarida a um partido político em seu seio, por exemplo: Partido Social Espírita, Partido Espírita Crsitão, etc

Porém, as implicações dos princípios e normas políticas contidas na Terceira Parte – Das Leis Morais – de O Livro dos Espíritos, ditado pelos Espíritos e organizado por Allan Kardec, são muito amplas e profundas na sociedade humana.

(trecho do cap. 1 do livro do mês)