O tecido da roupa de Scheila

[…] José Grosso pediu para cantarmos outro hino e se retirou. Scheilla solicitou a um assistente para acender as quatro lâmpadas vermelhas do salão. Não era usual tal iluminação, porquanto poderia trazer reações prejudiciais ao ectoplasma. Entretanto, os companheiros espirituais tinham tomado os cuidados exigidos e tudo transcorreu em segurança.

Scheilla retornou e se pôs à frente da primeira fila de cadeiras. Acariciou a cabeça da companheira Ló, chegou-se a mim, colocou a mão esquerda sobre a minha cabeça e passou a conversar com os assistentes.

Trajava vestes alvas e cobria a cabeça com um tecido finíssimo a vedar-lhe o rosto. A luz vermelha a deixava bem visível. Ergui os olhos, observando-a. Notando minha curiosidade, aproximou-se. Pude então observar sua pele muito clara, nariz bem talhado. Sensibilizava-me a expressão delicada, própria dos anjos…

Scheilla retirou um pedaço de suas vestes e ofereceu a Ló. Depois, outros retalhos foram ofertados aos assistentes. Em seguida, recomendou apagar as luzes.

Celso de Castro, no dia seguinte, levou o pano ao Instituto de Tecnologia e Mineralogia de Minas Gerais e pediu aos colegas engenheiros para analisá-lo. Não explicou sua origem. O laudo: “Tecido estranho para as ciências. Nenhuma das partículas tem relação com seda, algodão, lã ou com todos os tecidos sintéticos.”

(trecho do cap. 48 do livro do mês)

LIVRO DE AGOSTO

Materializações Luminosas

Dante Labbate

Este é um dos livros que trata das reuniões de manifestação ostensiva dos Espíritos Scheilla, José Grosso, Palminha, Joseph Gleber, Fritz Scheim e outros mais, onde eram realizadas curas acompanhadas desse fenômeno tão singular que são as materializações, transporte de objetos, escrita direta, voz direta, etc.

Cada capítulo descreve, de forma sintética, porém impressionante pela riqueza de detalhes, esses fenômenos tão extraordinários, que atingiram o objetivo de despertar a atenção daqueles que, interessados na realidade da vida espiritual, buscavam a assistência e a compaixão desse Espíritos benevolentes, promovendo com isso a organização de diversas instituições para a divulgação da Doutrina dos Espíritos.

Como menciona o autor no capítulo 50: “Os anos de 1949 a 1959 constituíram o período áureo para os trabalhadores que se dedicavam a fenômenos de materialização, mormente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.”

Muitas das reuniões descritas neste livro fazem referência ao Grupo Espírita André Luiz, tendo em vista serem os mesmos, os Espíritos que se dedicaram a esta tarefa, mencionando, inclusive, o uso de equipamentos de nossa Casa, fundada a partir desses mesmos fenômenos, no ano de 1946, tendo como motivação principal as atividades desenvolvidas através da mediunidade do nosso querido Peixotinho.

JEAG – Um pouco de história

A Juventude Espírita Abel Gomes (JEAG) foi fundada no dia 21 de dezembro de 1946, mesmo ano da fundação do Grupo Espírita André Luiz, com o propósito de agregar jovens em torno do conhecimento da Doutrina Espírita, bem como gerar um ambiente de convivência fraterna que pudesse promover atividades úteis aos próprios jovens, integrando-os a casa.

Tendo como Mentores Abel Gomes e Nina Arueira, vem atuando desde então até os dias de hoje dentro destes objetivos, no horário de sábado das 15:00 às 17:00h, com jovens a partir de 12 anos, sejam atraídos pelo próprio interesse ou conduzidos pelos pais que buscam este ambiente para seus filhos.

Hoje, existem muitos pais que fizeram parte da JEAG e trazem seus filhos para serem evangelizados aos domingos pela manhã, na Escola Espírita de Evangelho Gamaliel, assim como muitos dos jovens de hoje da JEAG vieram da evangelização aos domingos.

A Juventude é uma etapa relevante para o espírito que começa uma nova reencarnação, pois inicia seus primeiros passos em uma independência ainda relativa, que o exercita para a fase de maturidade, quando então irá assumir suas próprias escolhas na vida pessoal.

Nesse sentido, os conhecimentos espíritas são capazes de oferecer ao jovem uma visão mais clara sobre o que é a vida física, de modo que suas escolhas possam resultar em um caminhar mais seguro.

LIVRO DE JULHO

Constituição Divina

Richard  Simonetti

 

Na apresentação de seu livro, o autor menciona como um aluno pode chegar a sentar nos bancos de uma universidade e cometer erros gramaticais básicos por “falta de uma vivência escolar adequada, de convívio com os livros, em aprendizado metódico e dis­ciplinado.”

E se utiliza desta imagem para dizer: “Assim como acontece em relação à língua pátria, há muita gente iletrada, espiritualmente, cursando a Uni­versidade da Vida. São pessoas incapazes de distinguir, em profundidade, o certo do errado, a virtude do vício, o bem do mal, confundindo-se e se comprometendo, fre­quentemente, em erros elementares de julgamento.

[…]É bastante ilustrativo que nas mocidades espíritas, em instituições bem orientadas, raros jovens viciam-se no fumo. Não que sejam submetidos a rígidas discipli­nas, a uma proibição rigorosa. Simplesmente os moços são esclarecidos, durante anos, desde as aulas de evange­lização infantil, sobre o problema, preparando-se, inclu­sive, para enfrentar as pressões do ambiente escolar, dos clubes sociais, das reuniões com os amigos, onde o ado­lescente adere ao vício simplesmente para não se sentir deslocado, diferente, inseguro…”

HOMEM E ONDAS

Simplificando conceitos em torno da escala das ondas, recordemos que, oscilando de maneira integral, sacudidos simplesmente nos elétrons de suas órbitas ou excitados apenas em seus núcleos, os átomos lançam de si ondas que produzem calor e som, luz e raios gama, através de inumeráveis combinações.

Assim é que entre as ondas da corrente alter­nada para objetivos industriais, as ondas do rádio, as da luz e dos raios X, tanto quanto as que de­finem os raios cósmicos e as que se superpõem além deles, não existe qualquer diferença de natu­reza, mas sim de frequência, considerado o modo em que se exprimem.

E o homem, colocado nas faixas desse imenso domínio, em que a matéria quanto mais estudada mais se revela qual feixe de forças em temporária associação, somente assinala as ondas que se lhe afinam com o modo de ser.

Temo-lo, dessa maneira, por viajante do Cos­mo, respirando num vastíssimo império de ondas que se comportam como massa ou vice-versa, con­dicionado, nas suas percepções, à escala do pro­gresso que já alcançou, progresso esse que se mostra sempre acrescentado pelo patrimônio de ex­periência em que se gradua, no campo mental que lhe é característico, em cujas dimensões revela o que a vida já lhe deu, ou tempo de evolução, e aquilo que ele próprio já deu à vida, ou tempo de esforço pessoal na construção do destino. Para a valorização e enriquecimento do caminho que lhe compete percorrer, recebe dessa mesma vida, que o acalenta e a que deve servir, o tesouro do cére­bro, por intermédio do qual exterioriza as ondas que lhe marcam a individualidade, no concerto das forças universais, e absorve aquelas com as quais pode entrar em sintonia, ampliando, os recursos do seu cabedal de conhecimento, e das quais se deve aproveitar, no aprimoramento intensivo de si mesmo, no trabalho da própria sublimação.

(Trecho do cap. 1 do livro do mês)