Mocidade e Evangelho

A Boa Nova é a mensagem de paz que o Mestre dirige, também, ao coração da mocidade, convidando-a a colaborar na edificação do seu Reino, a contribuir no esforço de transformação da fisionomia moral do mundo.

(…)

 Somente o Evangelho – meditemos bem – solucionará o problema evolutivo da humanidade.

Onde houver Evangelho, sentido e vivido, haverá caridade e perdão, cessando, assim, discórdias e desinteligências.

(…)

Ao influxo do amor, as ervas daninhas não vicejarão.

Espalhada a Boa Nova, difundidos os ensinos evangélicos, através da palavra falada e escrita e dos exemplos edificantes, a luz divina da grande Lâmpada clareará consciências e confortará corações em todos os recantos da Terra.

(…)

Lembremos, pois, a recomendação de Paulo ao moço Timóteo, encoranjando-o com amor: “Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus”.(II Timóteo, 2:1)

(…)

As reformas têm que decorrer, precipuamente, do indivíduo para a sociedade.

Da unidade para o conjunto, do simples para o composto.

Do homem para a família, grupos e coletividades.

Não se darão, em tempo algum, de fora para dentro, da periferia para o centro.

Resultam – ou terão que resultar – da claridade interna, da modificação íntima.

Os moços espíritas de hoje edificarão, com o Evangelho, a reforma dos costumes, a fim de que possa Jesus dizer, um dia: “O meu Reino já é deste mundo”.

(Trechos do cap. 31 do livro do mês)

LIVRO DE MARÇO – 2020

Estudando o Evangelho

Martins Peralva

 

Estudioso do Espiritismo e trabalhador dedicado na seara espírita, o autor nos apresenta neste livro um estudo substancial sobre a necessidade da vivência dos ensinos evangélicos nos atuais momentos da vida humana, assinalados pelas importantes modificações por que passa a sociedade planetária.

Conceitos e frases do Novo Testamento recebem comentários e interpretações à luz da Doutrina Espírita, adquirindo beleza e ação multiplicada.

Em 58 capítulos, são desenvolvidos temas como: mocidade e trabalho; reencarnação e Evangelho; livre-arbítrio e perdão.

Não há quem não retire ensinamentos confortadores e edificantes das lições que o autor nos oferece visando, sobretudo, a transformá-los em diretrizes para as nossas almas.

Perante a Arte

Colaborar na cristianização da arte, sempre que se lhe apresentar ocasião.

A arte deve ser o Belo criando o Bom.

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Repelir, sem crítica azeda, as expressões artísticas torturadas que exaltem a animalidade ou a extravagância.

O trabalho artístico que trai a Natureza nega a si próprio.

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Burilar incansavelmente as obras artísticas de qualquer gênero.

Melhoria buscada, perfeição entrevista.

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Preferir as composições artísticas de feitura espírita integral, preservando-se a pureza doutrinária.

A arte enobrecida estende o poder do amor.

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Examinar com antecedência as apresentações artísticas para as reuniões festivas nos arraiais espíritas, dosando-as e localizando-as segundo as condições das assembléias a que se destinem.

A apresentação artística é como o ensinamento: deve observar condições e lugar.

“E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus.” — Paulo. (Filipenses, capítulo 4, versículo 7.)

(Cap. 44 do livro do mês)

LIVRO DO FEVEREIRO – 2020

Conduta Espírita

André Luiz – psic. F.C.Xavier

Abraçando o Espiritismo, pedes, a cada passo, orientação para as atitudes que a vida te solicita.

Pensando nisso, André Luiz traçou as normas que constituem este epítome de conduta.

Não encontramos aqui páginas jactanciosas com a presunção de ensinar diretrizes de bom-tom, mas simples conjunto  de lembretes para uso pessoal, no caminho da experiência, à feição de roteiro de nossa lógica doutrinária.

Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”

Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.

Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.

De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção.

(prefácio de Emmanuel)

A presença de Deus

Era um homem muito bom, cumpridor de seus deveres, de princípios retos, mas que simplesmente não encontrava espaço em suas cogitações íntimas para a existência de Deus. Certa feita, fechava a farmácia quando entrou uma menina.

– Sinto muito, minha filha. Estou de saída…

– Por favor, senhor farmacêutico, é muito importante. Trago uma receita para minha mãe. Está gravemente enferma. Deve tomar o remédio imediatamente. Corre risco de vida!

Nos recuados tempos de nossa história, os medicamentos eram preparados na própria farmácia. O farmacêutico atuava como químico a misturar substâncias. Serviço demorado. Daí sua relutância. Tinha compromisso. Mas, vendo a menina tão aflita, decidiu atendê-la. Apanhou a receita, foi ao laboratório e rapidamente preparou o remédio com a mistura recomendada.

A menina pagou, agradeceu e partiu, apressada.

O bom homem voltou ao laboratório para guardar o material usado. Estarrecido, verificou que na pressa havia trocado vidros, usando uma substância extremamente tóxica que, se ingerida pela mulher, provocaria sua morte. Apavorado, correu à entrada da farmácia, olhou a rua em todas as direções, foi até a esquina… Não mais viu a menina. E agora? Não conhecia a paciente. Não reparara no nome do médico. Não havia a mínima chance de desfazer o engano. Atormentado, sentindo-se na iminência de converter-se num criminoso, matando a pobre mãe com seu descuido, caiu de joelhos e, erguendo o olhar, falou, suplicante:

– Deus! Se você existe, ajude-me! Não quero transformar-me num assassino!

E chorava copiosamente, repetindo:

– Ajude-me! Ajude-me! Por miserocórdia, Senhor!

Alguém tocou de leve em seus ombros. Voltou assustado. Então, num misto de espanto e alívio, viu que era a manina.

-Ah! Meu senhor, uma coisa terrível aconteceu. Tão afobada eu estava a correr, na ânsia de levar o remédio para a minha mãe, que caí, não sei como. O vidro escapou-me das mãos e se espatifou. Não tenho dinheiro para outra receita. Por favor, atenda-me, em nome de Deus!

O farmacêutico suspirou emocionado:

– Sim, sim, minha filha! Fique tranquila! Eu lhe darei o remédio, em nome de Deus!

Preparou nova receita, agora com muito cuidado, sem pressa. Entregou o medicamento à menina e recomendou prudência.

Depois fechou a farmácia e, ajoelhando-se novamente, murmurou em meio a lágrimas ardentes:

– Obrigado, meu Deus!

(Trecho do livro do mês)